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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

CANDIDATOS DE PINDA FAZEM DEBATE MORNO NA BAND VALE

Assisti ao debate dos candidatos a prefeito de Pinda, na Band. Morno, apesar da adrenalina pairando no ar.
Pela ordem de disposição na bancada mediada pelo competente amigo Claudio Nicolini, foi possível perceber e destacar alguns itens:

Wilton Moreno Carteiro – moço corajoso. Deu a cara a tapas no meio de 4 adversários com alguma experiência junto ao público eleitor. Deu seu recado a Michel Temer, sem ter o que temer. Fundamentou seu plano de trabalho em buscar oportunidades para todos, com atenção para a Saúde, Emprego, Cultura e Segurança. Valeu como experiência. Não merece ser comparado ao Tiririca, pois pelo menos – apesar do nervosismo, conseguiu se expressar.

Myriam Alckmin – Decorou seu discurso. Tanto que, num momento, não conseguiu pronunciar corretamente sobre o uso de energias. Tem um formato de plano de trabalho muito rebuscado, pensando muito distante das atuais necessidades. Quer criar uma tal Unibio, no Trabijú, quando o problema maior é junto às diversas regiões mais sofridas da cidade. Até mesmo o centro, carente de reurbanização e organização. Não descarto a possibilidade de “uma carta na manga” do prefeito atual, para desviar votos de Isael.

Vito Ardito – Parece viver numa redoma onde respira felicidade, transpira satisfação, inspira alegria. Apesar disso, em alguns momentos demonstrou não ter tanto gás para responder prontamente às perguntas. Viajou muito sobre o que fez, tentando mostrar ser um verdadeiro mestre de obras com tantas habitações entregues. Nada mais do que obrigação de uso do dinheiro público. Defendeu um PS Infantil ainda inoperante cujas instalações custaram mais de R$ 7 milhões. Falou sobre Segurança, Saúde, Esportes para todos. Disse que seus comissionados são competentes. Por isso o alto custo deles, em detrimento da realização de concursos ou melhor uso dos já efetivos?
Fugiu do Plano 45, tentando alegar que as necessidades se modificam. Garante contar com o apoio dos presidentes da Associação e do Sindicato dos Funcionários Públicos. Isso não significa satisfação total dos próprios funcionários. Sobre Segurança Pública, coincidentemente afirmou que Pindamonhangaba tem entradas e saídas, num total de 22. Seria a solução indicada por ele mesmo?

Isael Domingues – também sofreu os efeitos da adrenalina ambiente, o que é normal num enfrentamento às câmeras de televisão, ao vivo. Foi o único que teve direito de resposta e, em vez de simplesmente contradizer Luiz Rosas, autor da frase que proporcionou essa ação, utilizou o tempo para se manifestar interessado na solução dos problemas da população, haja vista conhecer a Saúde melhor do que os demais participantes. Tem planos em comum com os demais, principalmente na área da Saúde e da Segurança, mas seu diferencial é buscar recursos com a redução dos cargos comissionados e com a revisão dos contratos de locação e prestação de serviços.
Usou, inteligentemente, o discurso do representante do PSOL, Wilton, para questionar o prefeito atual sobre os cargos comissionados. Com isso, foram dois a questionar Vito Ardito sobre o mesmo assunto.

Luiz Rosas – Com enorme crachá 44 no paletó e uma camisa amarela, uma das cores tucanas, iniciou sua fala com uma certa segurança, a qual se abalou um pouco também por conta da emoção e das participações dos demais. Parecia querer despejar todo o seu discurso, mas silenciava bem antes dos 10 segundos finais sempre informados pelo mediador. Tentou afirmar ser imoral a ocupação do cargo de atual vice pelo adversário Isael, mesmo sabendo das limitações impostas ao cargo pela própria estrutura legal. Referiu que o médico poderia entregar o cargo e voltar a atender em Pindamonhangaba, aumentando o quadro de profissionais. Seria, Isael, o único médico que falta para solucionar de vez a deficiência de atendimento na Saúde? Rosas fala em Segurança, Saúde e Trabalho. Questionou a ainda não construção do teatro municipal, item de campanhas anteriores do atual prefeito.

Trocando em miúdos:
Existe muita proximidade entre Vito Ardito, Myriam e Luis Rosas. De verdade, não houve nenhuma crítica bastante contundente entre eles. Wilton não foi encurralado, pois os demais adversários parecem ter visto, em sua pessoa, apenas um a mais na disputa. Seria a zebra da vez ou o “Gugu Mello de 2016”, lembrando que este saiu para a disputa sabendo que sua função seria diminuir o risco de Paulo Sérgio Torino ficar com alguns votos a mais nas eleições passadas. Foi um candidato “opcional” criado nos bastidores da coligação vencedora, podem crer.
Sobram, então, frontais digladiadores, Vito Ardito e Isael Domingues.
Daí o povo tem mais facilidade para decidir se a “experiência faz a diferença ou faz tudo ficar como está” ou vale a pena usar seu voto como “força de trabalho para a cidade realmente avançar”.
Particularmente acredito no seguinte: se há insatisfação, isso já comprovado, a melhor experiência é mudar. Do contrário, como explicar depois para nossos herdeiros que tivemos a chance e a deixamos vazar das nossas mãos por conta do medo de mudar?
Atentem para isso: o maior amigo é o medo, que nos dá oportunidade de entendermos existir um caminho melhor. O maior inimigo é o comodismo, o conformismo.
Se Pinda tem 22 saídas, o número é esse, destacado pelo próprio prefeito atual.
Em tempo e com muitos aplausos: Claudio Nicolini, sereno, educado, profissional. Orgulho-me de ter esse nome em meu rol de grandes amigos, desde os tempos de faculdade. Parabéns Band Vale!
Essa é minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, jornalista Mtb 36001

Jornalista Independente.

sábado, 10 de setembro de 2016

REESPECULANDO A POLÍTICA DE PINDA (ou: Quem de 5, 3 tira...)

Em julho, quando ainda muita coisa era só ti-ti-ti no cenário político de Pinda, escrevemos uma opinião nossa a respeito do possível de acontecer quando se abrissem as portas para o campo de batalha.
Agora, quando faltam poucos dias para o pleito municipal, temos algumas reflexões a propor, com o intuito de acrescentar ponderações ao cardápio do eleitor, já bastante esclarecido para ser considerado apenas um número. O cidadão anônimo é muito acima do simples número. É pessoa merecedora de todo o respeito; nunca alvo de enganações e promessas que fariam Pedro Malasartes, o mentiroso mais famoso da história, ficar ruborizado diante de tanta “carice de pau”.
Então, temos o seguinte:

Myriam Alckmin (23 - PPS) – parece fazer uma campanha muito discreta para se propor a ser prefeita. Ainda não caiu em nossa caixa de correio (ainda bem!) nenhum santinho com propaganda da moça. Conversamos com Renato Nomoto, seu vice, e o mesmo nos afirmou ser base do plano de governo “arrumar a casa”, referindo-se à cidade.
Consta ter havido uma disputa pelo direito de uso das siglas partidárias que compõem sua coligação, algumas delas, inclusive, quase fechadas com o candidato Isael Domingues.
Nosso artigo de julho destacava boatos sobre uma espécie de “permuta” de apoios: Myrinha participaria da disputa para o Executivo, rachando votos dissidentes de Vito Ardito. Em assim acontecendo, conforme especuladores de plantão, a sobrinha de Geraldo Alckmin teria o apoio de Ardito para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa, caso este fosse reeleito. Nesse formato, Myriam disputaria com a certeza de não ganhar.

Luiz Rosas (44 - PRP) – seu vice é Julielton Modesto, ex-estrategista do PSDB. Pessoas de bem, no cotidiano particular de cada um. Estratégia de campanha é não “bater” em nenhum candidato, apenas mostrar propostas e sua viabilidade. Conta com um expert em comunicação, o José Carlos Cataldi. Trabalhei no time onde ele somava, nas eleições passadas, quando Gugu Mello chegava para fazer o suposto papel de também “rachador” de votos. Há quem afirme que a fórmula se repetiria aqui nessa opção.

Wilton Moreno Carteiro (50 - PSOL) – não o conheço pessoalmente e não sabia dele na vida politica, anteriormente. Chega à disputa quase como numa “repescagem” olímpica, mas com propostas focadas na satisfação popular. De coisas ouvidas nos bastidores do prédio mais envidraçado de Pinda, parece não estar distante da aparente função “quebra números”. Muitas vezes as pessoas encarregadas de guardar segredos os deixam vazar pelo vão das palavras ao telefone...

Vito Ardito (45 – PSDB) – quer virar o Ano Novo com a certeza de receber o diploma de prefeito eleito para mais quatro anos. Driblou muitos especuladores, os quais tentavam antecipar quem seria seu vice. Anunciou possibilidades como “uma mulher”, “um jovem”, etc. Apareceu ao lado de diversas personalidades femininas, outro tanto ao lado de jovens valores da política local. Entretanto, quando de uma das muitas “inaugurações”, ouvi do doutor Marco Aurélio: “Se o Vito convidar, aceito ser vice”. Creio ter acontecido o convite, com alguma vantagem, pois o médico até tentou aproximação junto ao deputado Padre Afonso, claramente sem sucesso, levando-se em conta ter o parlamentar declarado apoio ao candidato Dr. Isael. Ouvi, de uma conversa num supermercado, o comentário de uma senhora a respeito da dobradinha Ardito-Villardi: “Dois velhos? Um já “'tava ruim”, imagine dois”. A moça do caixa respondeu, mais ou menos assim: “Já tinha um médico, brigou com ele e agora coloca outro. Será que tem mesmo problema de saúde”?
O atual vice-prefeito permanece no cargo, apesar de ser “metralhado” pelo prefeito, o qual o acusa de “ganhar sem trabalhar”. Entretanto, pelo que consta, o vice só pode trabalhar quando o alcaide se ausenta do cargo por quaisquer motivos, sem poder gerenciar o município. Outra possibilidade é ter designação de atividades pelo Chefe do Executivo. Se essas hipóteses não acontecem, como trabalhar? Neste caso, o vice – não contando mais com a simpatia do prefeito - só pode ser considerado oposição. E é o que está fazendo, agora, como candidato.

Isael Domingues (22 – PR) – participou da campanha de Vito Ardito, nas eleições passadas, como vice. Médico, teria sido pedra de valor no resultado final das urnas. Muitos acreditavam em sua nomeação para a Pasta da Saúde, o que não aconteceu, sendo nomeado outro profissional médico, Dr. Mergulhão. Sabidamente o secretário nomeado não teria condições de cumprir as promessas de campanha, por conta de todo o País viver a doença da falta de recursos. Numa das visitas de Vito, buscando ouvir as necessidades de cada bairro, no Centro Comunitário da Cruz Pequena, quando Domingues já estava secretário de Saúde, o prefeito destacou tê-lo nomeado com prazo para solucionar os problemas do setor. Logicamente já estava “cantando a bola”, decretando a guilhotina para mais um supostamente não bem sucedido secretário.
Comenta-se, nos bastidores da especulação, ter sido um recurso para ganhar tempo enquanto a atual secretária Sandra Tutihashi se desvinculava da Diretoria Regional de Saúde para assumir a Secretaria Municipal da Saúde. Chegou como “Salvadora da Pátria” e enfrenta os mesmos problemas dos anteriores secretários temporários.
Isael carreou para seu lado a presença do vereador e experiente político Ricardo Piorino, para ocupar a vice-prefeitura. O mesmo Piorino que ajudou Vito Ardito, no caminhão dos discursos pela campanha da eleição passada. Algo muito sério e forte deve ter mudado sua disposição de continuar apoiando a Administração atual. Ganhou confiança e reforça o time de Isael.

RESUMO DA ÓPERA – se os especuladores, e neste time eu me incluo, estiverem certos, aparentemente o quadro que se apresenta é o seguinte:

Wilton, Myriam e Rosas seriam vias de escape para quem não confia mais em Vito e poderia votar diretamente em Isael, caso só houvesse o confronto direto deste com aquele. Ou seja, os três candidatos citados “desviariam para um canal “de segurança” os votos dos descontentes. A exemplo do ocorrido com a candidatura de Gugu Mello, no passado.

Desta forma, continua o páreo direto entre Isael e Vito, um jovem e o outro nem tanto.
Importante é nos atentarmos para alguns detalhes diferenciais: de um lado, dois “macacos velhos”. Do outro, dois proponentes de mudanças, com foco na aceleração das soluções, utilizando principalmente o equipamento humano e material disponível, sem comprometer absurdamente o orçamento.

O tempo dos namoros interpartidários já não existe, fazendo com que as falas sejam o documento das verdades propostas pelos dois mais fortes candidatos.

O time “dos velhos” tem prós, mas pela aparência das manifestações populares, muito mais “contras” do que “a favor”. As falas desabonadoras ao prefeito são contraatacadas, por postagens dos fieis escudeiros comissionados da atual gestão, em redes sociais. Fato gerador de mais “pancadaria” sobre o tucano. Os próprios soldados pecando na defesa do castelo...

O frontal adversário de Vito, seu atual vice, consegue angariar apoio de muitos anteriormente “do lado de lá” e isso, indubitavelmente, atesta a insatisfação quanto ao quadro atual. Os menos avisados ou esclarecidos denominam a isso de “trairagem”. Tecnicamente, considero como mudança de avaliação com base nos resultados observados.

Continha básica: quem de 5, 3 tira, fica com... 2. Vai que o povo decide clicar duas vezes o mesmo 2 na urna eletrônica, confirmando em seguida?

Seria o início da mudança, com Pindamonhangaba tendo direito a uma verdadeira Primeira Dama?

Quem o sabe...

Posso sofrer retaliações pós dois de outubro, mas exerço meu direito de cidadão, manifestando esta Minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, Mtb 36.001
Jornalista Independente


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

DESAGRAVO AOS PROFISSIONAIS DA VOZ (Ou: falar é fácil, difícil é saber apresentar)

Dos bancos acadêmicos muito se aprende, muito se filtra, tudo se adequa às necessidade de uso das ferramentas de conhecimento inseridas em nosso cotidiano.

Na escola cotidiana, em cujas aulas não temos nenhuma condição de “matar aula” pelo simples fato de estarmos nela matriculados desde nossa chegada à luz, necessário se faz, acima de tudo, a busca incessante pelo conhecimento.

Em todas as atividades humanas, conhecimento é o único modo de superar dificuldades.
A falta de conhecimento, desenvolvido pela experiência e pela prática, propõe corrermos riscos geralmente desnecessários.

Para tanto, o conhecimento foi, e é, naturalmente segmentado entre as faixas de idade e por conta da individualidade do talento, contextualizado no DNA.

Por isso, trocando em miúdos, não pode o carpinteiro querer ser enfermeiro, mesmo em se tratando de pessoa talentosa e com conhecimentos. Indispensável é a prática e, acima de tudo, a formação técnica.

Após esse preâmbulo, usamos desse espaço para manifestarmos nosso desagravo a uma classe profissional atualmente bastante desconsiderada em nosso município: a dos profissionais da voz, os locutores.

Não vamos garimpar muitos exemplos, por termos em tela e na memória os dois últimos eventos comemorativos ao Dia da Independência do Brasil.

Vamos, também, minimizar o tempo dos caros leitores.

Fica assim: em um evento comemorativo e solene tal como o citado, é extremamente importante o uso da voz para anunciar cada etapa ou item de um roteiro anteriormente determinado.

Para tanto, é muito justo a escolha de um profissional da locução, capaz de manter íntimo diálogo com o microfone, sabendo tirar o maior proveito dessa ferramenta de trabalho.

Da mesma forma, o profissional da locução tem como prática de carreira a leitura antecipada do roteiro, treinando a pronúncia de nomes próprios e até substituindo palavras “bonitas” mas capazes de “quebrar a língua”, tirando o efeito da mensagem. 

Usar sinônimos sempre é recomendável, até em se considerando a plateia.

Se é preciso ler o roteiro, importa em discutir o mesmo com outra pessoa da organização, para simplificá-lo ao máximo, evitando se tornar enfadonho ou com conteúdo extenso e desnecessário.

No caso em tela, as informações devem ser passadas de forma inteligível e audível, mesmo por se tratar de evento ao ar livre, com a atuação de bandas marciais ou fanfaras, cujos toques de clarim ou tambores podem obscurecer a maior parte da fala, caso quem esteja à frente do microfone não saiba utilizar os recursos da técnica vocal.

Mastigar palavras ou engolir o final de algumas, não pode acontecer, a não ser acidentalmente. A invenção de palavras, ou o chamado “neologismo” é imperdoável, haja vista o impacto negativo para com a própria pessoa que se passa por locutor.

Outro risco desnecessário: pedir ao público “dar uma salva de palmas”. Seria tal qual pedir um minuto de silêncio no maior estádio do mundo. O grande Nelson Rodrigues, escritor brasileiro, já afirmava: “Vaia-se até um minuto de silêncio no Maracanã”.

O aplauso deve ser respeitado como manifestação espontânea das pessoas e não um gesto induzido, pois perderá, neste caso, toda a essência da sinceridade.

Também não se deve utilizar o microfone para o uso indevido de “cacos”. Para os leigos: cacos é a definição do uso, inteligente, de improvisos sobre o assunto sem trazer comprometimento ao formato geral do texto. Para isso, também, preciso se faz conhecimento e prática, junto com talento.

Aberração, então, é querer “puxar a sardinha” para o prato do chef.

Durante o desfile de ontem, em Pindamonhangaba, a pessoa responsável pelo anúncio dos diversos módulos, quando se referia ao contingente assistido pela Secretaria de Esportes, buscava reforçar com mensagem subliminar, remetendo, os mais atentos, à ação do Chefe do Executivo quando da extinção do chamado “esporte de alto rendimento” (atletas profissionais antes atuando em “defesa das cores da cidade”). “São atletas de Pindamonhangaba” ou “Todos moradores de Pindamonhangaba”, ouvia-se pelo sistema de sonorização do evento. 
Poderia, de repente, até se configurar propaganda política irregular, considerando-se ser, o prefeito, candidato à reeleição.

Enquanto isso, temos a lamentar, muitos profissionais capacitados não tiveram seus nomes lembrados para uma possível contratação de serviços à altura do evento.
Em tempo de vacas magras, economizar é importante; negociar é interessante. Não é recomendável “quebrar o galho” ou “vedar o sol com a peneira”.

Notório é sabermos de os cargos de confiança não terem contagem de horas extras, mesmo por terem a liberalidade do registro de ponto. Esse tipo de economia, entretanto, é capaz de minimizar o impacto de grandiosidade previsto para qualquer evento.

Para finalizarmos: isso tudo acontecendo ao lado de muitas autoridades da Administração local, inclusive a titular da pasta da Educação e Cultura, além de militares e civis convidados.

Por isso, em nome de uma classe de profissionais merecedores de nosso particular carinho, por termos envolvimento, conhecimento, formação e algum talento, recomendamos mais cuidado com a escolha do anunciador a ser convidado para os próximos eventos oficiais.

Em tempo e por justiça: comentário válido somente a respeito da parte não militar do desfile de Sete de Setembro, a qual teve roteiro apresentado por um comentarista do Exército.

Com a devida vênia aos colegas profissionais, e pedindo licença colega profissional Paulo Ramos, recomendamos o vídeo abaixo a todos quantos desejam se achar em condições de apresentar eventos. Notem: é apenas um apanhado de “Dicas”, não um curso completo.
Nosso abraço a todos quantos fazem da sua voz a ferramenta de melhorar o mundo.

É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, Mtb 36.001
Jornalista Independente.



DESAGRAVO AOS PROFISSIONAIS DA VOZ (Ou: falar é fácil, difícil é saber apresentar)

Dos bancos acadêmicos muito se aprende, muito se filtra, tudo se adequa às necessidade de uso das ferramentas de conhecimento inseridas em nosso cotidiano.

Na escola cotidiana, em cujas aulas não temos nenhuma condição de “matar aula” pelo simples fato de estarmos nela matriculados desde nossa chegada à luz, necessário se faz, acima de tudo, a busca incessante pelo conhecimento.

Em todas as atividades humanas, conhecimento é o único modo de superar dificuldades.
A falta de conhecimento, desenvolvido pela experiência e pela prática, propõe corrermos riscos geralmente desnecessários.

Para tanto, o conhecimento foi, e é, naturalmente segmentado entre as faixas de idade e por conta da individualidade do talento, contextualizado no DNA.

Por isso, trocando em miúdos, não pode o carpinteiro querer ser enfermeiro, mesmo em se tratando de pessoa talentosa e com conhecimentos. Indispensável é a prática e, acima de tudo, a formação técnica.

Após esse preâmbulo, usamos desse espaço para manifestarmos nosso desagravo a uma classe profissional atualmente bastante desconsiderada em nosso município: a dos profissionais da voz, os locutores.

Não vamos garimpar muitos exemplos, por termos em tela e na memória os dois últimos eventos comemorativos ao Dia da Independência do Brasil.

Vamos, também, minimizar o tempo dos caros leitores.

Fica assim: em um evento comemorativo e solene tal como o citado, é extremamente importante o uso da voz para anunciar cada etapa ou item de um roteiro anteriormente determinado.

Para tanto, é muito justo a escolha de um profissional da locução, capaz de manter íntimo diálogo com o microfone, sabendo tirar o maior proveito dessa ferramenta de trabalho.

Da mesma forma, o profissional da locução tem como prática de carreira a leitura antecipada do roteiro, treinando a pronúncia de nomes próprios e até mesmo substituindo palavras “bonitas” mas capazes de “quebrar a língua”, tirando o efeito da mensagem. 

Usar sinônimos sempre é recomendável, até mesmo em se considerando a plateia.

Se é preciso ler o roteiro, importa em discutir o mesmo com outra pessoa da organização, para simplificá-lo ao máximo, evitando se tornar enfadonho ou com conteúdo extenso e desnecessário.

No caso em tela, as informações devem ser passadas de forma inteligível e audível, mesmo por se tratar de evento ao ar livre, com a atuação de bandas marciais ou fanfaras, cujos toques de clarim ou tambores podem obscurecer a maior parte da fala, caso quem esteja à frente do microfone não saiba utilizar os recursos da técnica vocal.

Mastigar palavras ou engolir o final de algumas, não pode acontecer, a não ser acidentalmente. A invenção de palavras, ou o chamado “neologismo” é imperdoável, haja vista o impacto negativo para com a própria pessoa que se passa por locutor.

Outro risco desnecessário: pedir ao público “dar uma salva de palmas”. Seria tal qual pedir um minuto de silêncio no maior estádio do mundo. O grande Nelson Rodrigues, escritor brasileiro, já afirmava: “Vaia-se até um minuto de silêncio no Maracanã”.

O aplauso deve ser respeitado como manifestação espontânea das pessoas e não um gesto induzido, pois perderá, neste caso, toda a essência da sinceridade.

Também não se deve utilizar o microfone para o uso indevido de “cacos”. Para os leigos: cacos é a definição do uso, inteligente, de improvisos sobre o assunto sem trazer comprometimento ao formato geral do texto. Para isso, também, preciso se faz conhecimento e prática, junto com talento.

Aberração, então, é querer “puxar a sardinha” para o prato do chef.

Durante o desfile de ontem, em Pindamonhangaba, a pessoa responsável pelo anúncio dos diversos módulos, quando se referia ao contingente assistido pela Secretaria de Esportes, buscava reforçar com mensagem subliminar, remetendo, os mais atentos, à ação do Chefe do Executivo quando da extinção do chamado “esporte de alto rendimento” (atletas profissionais antes atuando em “defesa das cores da cidade”). “São atletas de Pindamonhangaba” ou “Todos moradores de Pindamonhangaba”, ouvia-se pelo sistema de sonorização do evento. 
Poderia, de repente, até se configurar propaganda política irregular, considerando-se ser, o prefeito, candidato à reeleição.

Enquanto isso, temos a lamentar, muitos profissionais capacitados não tiveram seus nomes lembrados para uma possível contratação de serviços à altura do evento.
Em tempo de vacas magras, economizar é importante; negociar é interessante. Não é recomendável “quebrar o galho” ou “vedar o sol com a peneira”.

Notório é sabermos de os cargos de confiança não terem contagem de horas extras, mesmo por terem a liberalidade do registro de ponto. Esse tipo de economia, entretanto, é capaz de minimizar o impacto de grandiosidade previsto para qualquer evento.

Para finalizarmos: isso tudo acontecendo ao lado de muitas autoridades da Administração local, inclusive a titular da pasta da Educação e Cultura, além de militares e civis convidados.

Por isso, em nome de uma classe de profissionais merecedores de nosso particular carinho, por termos envolvimento, conhecimento, formação e algum talento, recomendamos mais cuidado com a escolha do anunciador a ser convidado para os próximos eventos oficiais.

Em tempo e por justiça: comentário válido somente a respeito da parte não militar do desfile de Sete de Setembro, a qual teve roteiro apresentado por um comentarista do Exército.

Com a devida vênia aos colegas profissionais, e pedindo licença ao colega profissional Paulo Ramos, recomendamos o vídeo abaixo a todos quantos desejam se achar em condições de apresentar eventos. Notem: é apenas um apanhado de “Dicas”, não um curso completo.
Nosso abraço a todos quantos fazem da sua voz a ferramenta de melhorar o mundo.

É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, Mtb 36.001
Jornalista Independente.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

ATENDER MELHOR PARA ENGORDAR AS VACAS MAGRAS

(ou: Mudar ferramentas, para não precisar começar tudo novamente)

Algumas vezes já fizemos referência a um vídeo institucional do Bradesco, cujo bordão é muito válido, apesar de – no contexto – a instituição bancária não merecer todos os confetes da festa...

“É preciso entender, para atender”, frase focada em mostrar, num todo, a essência da boa venda de quaisquer produtos ou serviços.

Num tempo de “crise”, quando todo mundo não está com o burro na sombra e até a água fresca nos falta nas torneiras do cotidiano, qualquer tipo de incomodo pode promover o desagrado das pessoas. Claro existirem as pacientes ao extremo, mas nos referimos, neste momento, àquelas tantas cuja oportunidade de apreciar produtos, nas lojas da cidade ou até mesmo do nosso único shopping, se torna exígua por força da abordagem “de supetão”.

Basta a pessoa adentrar alguns passos em qualquer loja e já vem alguém com a ensaiada “olá, posso ajudar?”.
Ajuda muito quem não atrapalha.

E esse tipo de abordagem pode ser um tacho de água fria na decisão de compra do freguês ou do cliente.

Daí você levanta a “lebre”: “Ué, freguês e cliente não são a mesma coisa?”.

Então, modestamente, peço licença para citar o articulista da Exame, Ricardo Araújo. O moço, mesmo respeitando a função de sinônimos, difere freguês como sendo aquele o qual, mesmo quando o produto ou serviço não o agradam plenamente, muito menos o preço, continua comprando do fornecedor por amizade ao mesmo, simpatia à marca ou qualquer outro fator de ligação.

Já o cliente, para Araújo, é aquela pessoa exigente, ponderada, capaz de se decidir em mudar para o concorrente caso o produto ou serviço não atendam suas expectativas, o preço seja diferente ou o atendimento seja desagradável. Daí, o cliente muda de fornecedor, mesmo em se considerando possível amizade com o antigo fornecedor.

Então, atendimento é isso: entender a necessidade, entender as diferenças entre pessoas, entender o valor do direito de escolha, entender, entender, entender. Principalmente entender de conter a ansiedade dos vendedores. comissionados ou não.

É urgente uma reconsideração sobre a técnica de abordagem, para o fornecedor não levar bordoadas com a desistência de compra por parte do consumidor.

“Olá, posso ajudar? Qualquer coisa, meu nome é Jéssica!”. O cliente, ou até mesmo o freguês, quando entram num estabelecimento, acreditam merecer o conforto de passear pelos corredores e deixar seu bom gosto se manifestar.

Ninguém entra em um estabelecimento com olhos fechados. Simplesmente por ter necessidade de satisfazer, pelo menos, sua curiosidade.

Alguns vendedores, inclusive, têm a péssima mania de aumentar a frase de abordagem, mais ou menos assim: “Olá, posso ajudar? Veio gastar um pouco?”.
Daí, figurativamente, dá vontade de cair da cadeira de tanto rir.

Se alguém vai a um estabelecimento comercial, não vai para gastar. No mínimo, vai para apreciar a qualidade e estimar os preços. Não há, no vocabulário moderno brasileiro, a conjugação do verbo gastar, por motivos exacerbadamente óbvios.

Respeitamos o trabalho de cada vendedor, como acreditamos na positiva política interna de todas as empresas.

Transparece, salvo erro de interpretação, o desespero dos empregados em produzirem recursos de atingirem metas, motivo de assediarem imediatamente cada pessoa. Aliás, metas são verdadeiras ferramentas de pressão, pois são reajustadas quase todos os meses. Não deveriam, inclusive, ser fator de avaliação de desempenho e produtividade.

Numa loja de calçados, por exemplo, peça para experimentar um produto qualquer, já determinando modelo, cor e tamanho. O atendente vai lhe mostrar, pelo menos, três modelos e cores diferentes antes do qual foi solicitado. Segundo uma vendedora de uma loja de shopping, a gerência obriga isso. Os vendedores são orientados a voltarem do depósito com, pelo menos, quatro caixas de sapatos.

Particularmente já aviso a quem me atende sobre o modelo desejado. Se não houver disponibilidade no estoque, nem deve trazer outras opções. Seria perda de tempo das duas partes.

Então, em tempos de vacas magras, quando se busca tirar leite de pedras, bom seria, para os dirigentes lojistas, apreciarem um formato mais simpático para o receptivo aos clientes. Vale lembrar a possibilidade de o concorrente já ter percebido essa “janela” e sair na frente com as mudanças.

Só para fechar: pipoca não é brinde de loja interessada em manter a fidelidade do cliente. É bom pensar na formatação de preços, adequação do atendimento, upgrade na programação visual.

Além disso, preços finalizados nos famigerados 99 centavos devem ser abolidos. O arredondamento não seria um modo pelo menos deselegante de tirar mais dinheiro do cliente, pelo simples fato de o mesmo ser pessoa pacata e não gostar de discussões com o caixa?

É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, Mtb 36.001
Jornalista Independente.



terça-feira, 16 de agosto de 2016

A VERDADE DAS CRIANÇAS DE VERDADE E A MENTIRA DOS FALSOS MENINOS DE BEM

Alberto amolava uma faca para churrasquear com a familiar e amigos. Passava o “fuzil” na lâmina com tanto cuidado, atento a cada movimento, para não estragar o fio e não se ferir, logicamente.

Terminada a operação “fio da navalha”, orgulhoso de seu trabalho, o moço mostrou para a filha como ficou “bão demais” o facão amolado.

Para demonstrar a eficiência, inadvertidamente passou o polegar direito sobre a área cortante do objeto. Adivinhem o que aconteceu?

Maria, do alto de seus sete anos de idade, arregalou os olhos e berrou, perplexa: “Papai é muito burro, gente! Vai sujar de sangue a carne do churrasco”!

Silvinho e seus coleguinhas de maternal corriam atrás de uma dessas bolas de plástico, que ainda existem por aí, com a assinatura do Rei do Futebol. O menino era um verdadeiro “mini The Flash” e fazia malabarismos com a bola nos pés.

Súbito, num dos cantos do gramado, parou e avisou aos amigos: “Cuidado, um caco de “vrido”! As crianças, olhos arregalados, correram para conferir a informação.

A professora acariciou a cabeça do heroizinho o qual, sobressaltado, acrescentou: “Podia furar a bola, né tia”?

Matheuzinho chegou da escola todo feliz da vida. Tinha atividade para desenvolver em casa, com a mamãe.

Esta, pacientemente, se assentou no sofá, enquanto o garoto se ajeitava na cadeirinha e na mesinha “de fazer atividades de casa”.

Uma entrevista com a mamãe! Esta era a atividade.

Após uma série de perguntas sobre nome, onde nasceu, nome do pai e da mãe da mamãe, que esta lia para depois responder, veio a etapa do “gosto não gosto”.

“Matheus, agora aqui está escrito “Qual é o prato que a mamãe prefere” O que eu escrevo”?

Esperto e atento, sem titubear, o menino disparou: “Prato de vidro, mãe”!

Assim é a maneira sincera, desarmada e aparentemente ingênua de as crianças falarem a verdade. Aparentemente ingênua sim, mas não pejorativamente.

A ingenuidade das crianças é o seu mais precioso documento de estarem a dizer sobre o mundo, dentro de sua ótica de não conhecedores da maldade, da arrogância, da pouca ou nenhuma fraternidade.

As crianças se expressam por conta do conhecimento adquirido no grupo social família, no grupo social escola e no grupo social rua ou bairro.

Não se ostentam donas da verdade. De verdade, se sentem muito à vontade para dizerem o que sentem, pois não tiveram, ainda, o inevitável contato com os olhares de falsidade, os sorrisos de deboche ou a fala compromissada com o engodo, a enganação.

Diferente de muitos “meninos grandes”, munidos de seus estilingues do desamor, arvorados em sua mania de poder mais para chorar menos.

Meninos grandes estão “saindo das tocas” nestes tempos de corrida eleitoral, buscando mostrar a cara, falar promessas, gastar saliva e sola de sapatos em busca de admiradores.

Alguns meninos grandes contaminados com o que saiu da caixa de Pandora, não têm o escrúpulo de respeitar a simplicidade de pessoas de boas intenções, inseridas no contexto de seu público alvo: eleitores.

Lógico está a necessidade de destacarmos a boa índole da maioria dos candidatos, mas não há como evitar alertarmos para os interesseiros de plantão, capazes de atravessar a cidade, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, quantas vezes necessário for, simplesmente para estarem na direção das lentes dos repórteres fotográficos deste ou daquele veículo de comunicação ou buscando chamar a atenção, discretamente, de pessoas as quais podem ser úteis pelo menos no dia das eleições. Sem contarmos os “papagaios de pirata”...

Aliás, piratas vêm à tona nestes tempos de afundar navios de esperança em nome dos interesses próprios, não muito decentes ou claros...

Existem alguns meninos grandes com enorme experiência de bons resultados nas urnas e, atualmente, ocupando uma cadeira no Legislativo ou um cargo na Gestão Municipal. Aqui já é possível perceber quem manda, quem obedece, quem mente, quem desrespeita, quem incentiva e quem subestima a cidadania anônima que os elegeu.

Conheço administradores públicos de boa vontade, estragados em sua administração por conta de ocupantes do cabide político formatado como gratidão pelo apoio durante a batalha das urnas.

Esses “de confiança” ou “comissionados” podem jogar fora toda a confiança que o povo tem num Chefe de Executivo. Sem contarmos os ocupantes dos mesmos cargos na área Legislativa.

Esse povinho aí, ensimesmado de todo tipo de falsa dedicação, quer mesmo é empurrar com a barriga um tempo de quatro anos, faturando alto e quase sem deixar rastros de bons serviços prestados à comunidade, mesmo sabendo que seus polpudos ganhos saem das gotas de suor (e lágrimas) de muita gente humilde e honesta de verdade.

Para um equilibrista, num circo, a tarefa é não deixar cair qualquer coisa que esteja manipulando para entreter ao público. O administrador público não pode deixar que componentes de seu time manipulem a opinião ou o entendimento do público, iludindo-o sobre a verdade, derrubando os sonhos de cada um.

Millor Fernandes recomenda, em uma de suas célebres frases, evitar falar sem conhecer o estoque de verdades. Ou seja, aquele que se fundamenta em interesses vagos, sem consistência, pode incorrer em mentiras, pensando estar falando verdades.

Em tempos de palanques ou “caminhões de campanha”, há quem se altera, berra, pula, gesticula, critica o adversário. Tudo para chamar a atenção dos possíveis ouvintes de comício.

Uma amiga, nas eleições municipais passadas, confidenciou estar pensando em gravar todos os comícios e, depois, publicar um livro de piadas. Eu recomendaria escrever um dossiê das “promessas pra boi dormir”.

Certo cantor popular brasileiro afirmou, no começo de um show, que o “boi povo não sabe a força que tem, por isso quase nunca resiste à possibilidade de abate”.
Para você pensar: antes de digitar qualquer número na urna eletrônica, decida-se pelo valor que este mesmo número representará em sua vida, nos próximos quatro anos.

Afinal, não vale a pena “votar pra zuar”, “votar em qualquer um (um também já é número)”, “votar de qualquer jeito, já que ninguém vale nada”...

Confirme sua vontade, quando o tilintar da urna avisar que seu voto foi validado. (Nossa! Tilintar é coisa de caixa registradora!!!).

Também é tempo de pesquisas.

Muita gente vai querer saber o que você pensa sobre os candidatos. Isso porque o voto é secreto.

Resposta sugerida: vou votar normais honesto.

O encarregado da pesquisa vai pensar que é o candidato para o qual trabalha e vai parar de roubar seu precioso tempo.

Essa é minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho – Mtb 36.001
Jornalista Independente.






quinta-feira, 21 de julho de 2016

SEU PAI É ORELHUDO E NARIGUDO? (OU O SUBMARINO ERROU?)

"JÁ DEU TUDO CERTO!"
Vi essa frase num vidro traseiro de automóvel, dias atrás.
Lembrei-me do matemático e trovador João Martins de Almeida.
O mestre brincava com a pontuação das frases, em plena aula de Matemática, para nos mostrar como uma simples vírgula pode mudar uma história.
Vejam:
1) JÁ, DEU TUDO CERTO.
2) JÁ DEU, TUDO CERTO.
3) JÁ DEU TUDO, CERTO.
4)JÁ, DEU TUDO, CERTO..
Daí, pelo menos nesses exemplos, é possível - ainda, brincar com os pontos: final, exclamação ou interrogação.

Claro está eu não pretender ser ocupante de uma cadeira numa academia de imortais, conhecedores profundos do idioma pátrio, em todas as suas particularidades. Aliás, alguns patronos de cadeiras de imortais, já passados para o transcendental espaço dos espíritos, deixaram-nos belos exemplos de como bem redigir.
Alencar, o José de Iracema, por exemplo, de certa feita afirmou sobre não existir erros em redação mas, sim, maneiras diferenes de redigir. Guardadas as normas, isso é plenamente válido.

Em Pindamonhangaba, um respeitável acadêmico da Pindamonhangabense de Letras é o José Lélis Nogueira. Ensinou-me a "desQUEificar" os textos, minimizar o volume de "ques" nas frases. Muitas vezes essa partícula só provoca gordura no escrito. O moço até publicou uma obra desqueificada...

Em publicidade, assim como na poesia, acontece a licenciosidade literária, para efeito criativo.

Algumas vezes, entretanto, o arranjo sai como tiro de garrucha antiga: atinge o redator, não o leitor.
Já citei, aqui, o exemplo de uma camiseta à venda na rede de lojas Di Gaspi: continha um texto em inglês com a primeira palavra redigida erradamente: "PREASE", em vez de "PLEASE".

Agora, via email, acabo de receber um anúncio promocional para venda de presentes para os pais.
Peça publicitária comum para veiculação em internet.
Entretanto, atentem para a descrição das utilidades do KIT anunciado:


Soaria melhor se o Redator atentasse para o detalhe de ser, o aparelho, aparador de pelos das narinas e orelhas.

Qual pai gostaria de ser chamado de orelhudo ou narigudo pelos próprios filhos, ou esposa, quando não em momentos de descontração familiar?

Assim como a confusão no texto referido, muitos outros anúncios ou cartazes contêm esse tipo de pecado. Talvez não mortal, muitas vezes pejorativo para o anunciante.

Querem outro exemplo?

Faixa instalada em uma das barracas do Festival Junino, em Pinda:

Aqui, pecados que poderiam ser evitados pela empresa responsável em confeccionar as faixas e, logicamente, pela pessoa a qual encomendou os serviços de impressão.

Mas, daí, já é outra história.

Em se falando de publicidade, recomendável seria o setor competente da Municipalidade fiscalizar não só a colocação de faixas. Carece uma fiscalização quanto à remoção após o prazo de validade. Muitas vezes acontece de uma campanha terminar e a faixa ficar em exibição. Existem regras para isso. Ou não?

Salvo engano, até deve ser vigente uma Lei Municipal a respeito de faixas, cartazes, panfletagem.

O vereador autor estaria preocupado em saber sobre estar ou não sendo respeitado seu instrumento de organizar melhor a cidade?

É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36.001
Jornalista Independente.