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sábado, 24 de janeiro de 2026

O DESPERTAR DO PALHAÇO

(Imagem meramente ilustrativa gerada por IACHATGPT)

Emblematicamente a figura do palhaço é aquela capaz de fazer sorrir mesmo sem nenhuma palavra dita por ele.

Bastam seus gestos, vestimentas e olhares.

A bolota vermelha com apelido de nariz dá uma conotação de tudo parecer “redondinho” para os olhos do saltimbanco.

Em todas as épocas da existência humana o palhaço é símbolo de fazer o povo sorrir para o controle social das camadas aparentemente submissas a algum tipo de poder.

Lastreando-se nesse aparente poder, muitas autoridades de agora se posicionam soberbas, irredutíveis em suas decisões e se garantem, com benesses e favores, do apoio de lacaios incondicionais.

Assim, atribuem aos bolsos do povo, aparentemente iludido pela pecha de palhaço, pesados encargos de taxas e tributos. Imaginando o povo vir a engolir mais essa fatia de desrespeito.

Por algum tempo os cidadãos até mastigavam muito antes de engolir essa pretensa demonstração de poder total.

Mas já é a hora de cuspir fora tanta prepotência, arrogância, falta de planejamento técnico e total populismo.

Tanto do Executivo e, principalmente, do Legislativo.

Abaixo a Taxa do Lixo e o desproporcional cálculo do valor venal dos imóveis de Pindamonhangaba, além outros absurdos já conhecidos e catalogados pelas redes sociais.

Tudo isso rasga os bolsos do povo, escancara a falta de gestão correta dos cofres públicos, onera o orçamento e só favorece uma minoria daqueles mais chegados.

O palhaço jogou fora sua fantasia, principalmente o nariz de bolinha.

Está ganhando as ruas, mesmo com algumas aparentes dificuldades impostas pelos reguladores de fluxo.

Não falta muito para o poder atual entender que suas forças estão se esvaindo e o povo provará que o palhaço pode dar espaço para o sorriso aberto, sem maquiagem e plenamente autêntico. Feliz, honrado e respeitado.

Sem precisar de bagunça ou violência.

Nem será preciso chamar o Flautista de Hamelin para levar os ratos para fora da cidade...

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Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista independente, MTb91.207/SP


 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

UM NOVO MOSQUITINHO COM JEITÃO DE TÁBUA DE SALVAÇÃO

 

(Ilustração: ChatGpt)
Texto: Marcos Ivan de Carvalho

De repente, muito “não mais do que de repente”, gestores e legisladores públicos apresentam como solução para a recuperação econômica municipal a criação da chamada Taxa de Preservação Ambiental, já apelidada de “Taxa do Turismo”. Teriam sido picados pelo mosquitinho tabula salvationis?

O objetivo, não tão discretamente, é o de angariar mais recursos financeiros dos turistas que visitam as cidades, seja em momentos de lazer ou em destinos de Turismo Religioso. Para alguns gestores, trata-se de uma fórmula mágica de minimizar, ou até eliminar, as dificuldades enfrentadas pelos municípios — muitas vezes com orçamentos comprometidos pelo excesso de cargos comissionados. Os legisladores, teoricamente, estariam solidários com a gestão caso sejam os proponentes da Lei da Taxa.

Aparentemente, essa taxa seria a resposta para resolver problemas de infraestrutura urbana, como cuidados ambientais apelidados de calçadas esburacadas, falhas na zeladoria pública, deficiências na mobilidade, além de melhorias em áreas essenciais como Segurança e Saúde. Contudo, o ecossistema da prestação de serviços públicos não pode se sustentar em uma arrecadação que, apesar de parecer inofensiva, pode prejudicar seriamente a imagem institucional do destino turístico.

Para visitantes e, sobretudo, para os próprios moradores, acolhimento, conforto, gastronomia e atrações passam a ter um custo indireto maior. Mesmo que o valor seja baixo, a simples existência da taxa gera estranhamento e resistência. Planejamento responsável exige que as metas do Plano Diretor de Turismo sejam seguidas, com definição clara de custos e fontes de recursos, e não apoiadas em medidas improvisadas.

Se o orçamento anual do município não contempla ações estruturadas para o Turismo Receptivo e para o Meio Ambiente, a taxa tende a se tornar apenas uma solução paliativa, com risco de os valores arrecadados sequer terem destinação adequada. Vale lembrar que o município já dispõe de fontes legítimas de receita, como IPTU, ITBI e ISSQN, cuja arrecadação poderia ser potencializada com gestão eficiente e uso adequado da tecnologia.

Por exemplo: seria possível estimular maior emissão de Notas Fiscais de Serviço no setor de hospedagem, estacionamentos, atrativos turísticos e demais serviços relacionados. Além de aumentar a arrecadação, parte desses recursos poderia ser revertida em melhorias para o próprio Turismo Receptivo.

Em municípios turísticos que recebem milhões de visitantes por ano, como Aparecida (que tem a média de 10 milhões de visitantes ao ano), alternativas criativas poderiam ser exploradas. Se cada peregrino contribuísse espontaneamente com um valor simbólico — por exemplo, um PIX de R$ 1 destinado a fundos específicos de preservação ambiental e turismo —, o município poderia obter recursos significativos, sem criar barreiras institucionais de acesso.

É fundamental também combater práticas que prejudicam o setor, como serviços de guiamento e transporte irregulares, que aumentam a insegurança e a sonegação. A cobrança de taxas de acesso aos destinos, além de polêmica, pode afetar negativamente o “boca a boca” e a imagem do município junto ao público.

Alguns gestores defendem a adoção da taxa citando exemplos de localidades como Fernando de Noronha ou Bombinhas (SC), que possuem políticas ambientais consolidadas e atrativos turísticos bem estruturados. No entanto, comparar tais realidades a municípios que ainda carecem de políticas consistentes pode ser precipitado. Campos do Jordão, por exemplo, busca implantar medidas semelhantes, mas ainda carece de clareza sobre os resultados efetivos de suas políticas ambientais.

A verdade é que muitos municípios carecem de técnicos qualificados, enquanto mantêm estruturas inchadas por interesses políticos. Recursos significativos poderiam ser revertidos em políticas de turismo e meio ambiente se houvesse maior racionalidade na gestão pública.

Cabe também destacar que a recente aprovação, pela ALESP, de 70 novos Municípios de Interesse Turístico (MITs) não garante, por si só, recursos permanentes. Somente a partir de 2027 haverá um ranqueamento oficial, definindo quais municípios receberão repasses do DADETUR, condicionados à apresentação de projetos viáveis e devidamente aprovados pelos Conselhos Municipais de Turismo (COMTUR).

E aqui surge uma questão essencial: o COMTUR da sua cidade atua de forma técnica e independente, ou limita-se a cumprir tabela, atrelado às decisões do prefeito?

É a minha opinião.

Marcos Ivan de Carvalho 
Jornalista independente especializado em Turismo 
Gestor de Turismo pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro/MTur/MEC 
Membro do Conselho Deliberativo da AMITur (Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

DESCUIDO, DESCASO, DESCONHECIMENTO, DESLEIXO?

 Instintivamente o ser humano é capaz de, em quase cem por cento das oportunidades, perceber quando sua integridade física é colocada em algum tipo de risco.

Por conta do instinto, então, as pessoas entendem a obrigatória missão de cuidarem da própria integridade, da vida.

Por conta da necessidade de sobrevivência, principalmente nos tempos atuais, quando tudo e um pouco mais se torna de difícil aquisição, devido à disparada de preços, o trabalhador, de modo geral, se vê obrigado a enfrentar situações de insegurança no trabalho e passível de praticar atos inseguros.

Daí, por conta de alguns eventos já registrados e por experiência profissional de formação em Técnico de Segurança do Trabalho, nossa percepção se torna mais afinada, mesmo no tocante às atividades desenvolvidas por outros trabalhadores os quais, entendemos, são os menos responsáveis pelas situações por eles enfrentadas.

A cabe a pergunta título desse nosso artigo: é descuido, descaso, desconhecimento, desleixo?

Especificamente dois momentos fotográficos, capazes de bem explicar e ilustrar para orientação aos responsáveis pela resposta.

Momento 01: instalação de ventiladores em uma unidade escolar da Rede Municipal de Ensino. Dois trabalhadores sem os recomendados Equipamentos de Proteção Individual (uniformes, óculos, luvas, capacetes). Um deles sobre uma escada. Área não isolada. Claro risco de acidente. 

Não aconteceu? 

Desta vez. Não existe sorte, em Segurança do Trabalho.

(Foto: reprodução de imagem postada na Tribuna do Norte)




Momento 02 – restauração de parte da alvenaria em um meio de hospedagem, no centro da cidade. Dias atrás houve desabamento da estrutura, atingindo até um ônibus de turismo. A via de trânsito foi interditada. Agora, para os serviços de reparos/restauro, o local não está isolado, não dispõe de tapume, e o estacionamento sob a área afetada está liberado. (Foto: Marcos Ivan de Carvalho)

Dos dois momentos fizemos apontamentos à gestão, por meio da Secretaria de Comunicação. A resposta foi de ter sido comunicado ao setor responsável, no caso da escola uma empresa terceirizada. 

No segundo momento, seria comunicado o hotel alvo do apontamento. 

Entendemos assim.

Se houve essa primeira providência, para ambos os casos, muito bom. 

Mas é preciso mais, coisa de se fazer antecipadamente:

01 – O gestor da unidade de ensino, se observou o fato, tem a responsabilidade de solicitar as providências no sentido de prevenir acidentes e não autorizar os serviços enquanto se cuida do assunto. Isso é de sua competência, haja vista ser o responsável pela aprovação dos serviços. A terceirizada assina, por ocasião da contratação dos serviços, termo de responsabilidade sobre seus colaboradores. Aliás, a editoria do jornal oficial do município também nem se preocupou em analisar a foto. Precisava ter essa atenção...

02 – O mesmo podemos destacar quanto ao responsável pelo meio de hospedagem.

ENTRETANTO, a corresponsabilidade, em ambos os casos, é da Prefeitura Municipal, haja vista sua indispensável atuação, enquanto gestora da unidade de ensino e, no segundo momento, responsável pela fiscalização de posturas.

Acredita-se que uma obra do porte da restauração do hotel, o qual virou página de diversos veículos de comunicação, deveria ser fiscalizada bem de perto pelo pessoal do departamento especializado da Prefeitura, além do Técnico da Segurança do Trabalho.

Fica a dica, para contribuir na tarefa de evitar correrias para consertar o irreparável.

Perdas são irreparáveis e a cidade é anunciada como inteligente e exemplo até na Europa.

 

Assino:

Marcos Ivan de Carvalho, jornalista independente MTb91.207/SP, especializado em turismo, membro do Conselho Deliberativo da AMITur (Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico), afiliado à ABRAJET-SP (Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Cortina de fumaça? (Reflexão sobre um possível destino turístico (ou não))

Felipe Bittencourt, editor de Pela Metade, explica, com palavras simples, o significado do termo “cortina de fumaça”. 

Desse texto, com o devido respeito ao produtor autoral, recortamos um trecho o qual nos conduz ao objetivo de nosso artigo. 

“Um dos cuidados que precisaremos tomar para resgatar a qualidade das discussões é de conseguir identificar quando a atenção do público está deliberadamente sendo desviada para algum fato sem relevância; esse é um recurso utilizado por aqueles com interesse em manter o foco do público em um acontecimento menor, de pouca consequência. Essa é a chamada cortina de fumaça. [...] No entanto, se engana quem acredita que o recurso é usado somente por militares, mágicos e ninjas. Políticos também são proficientes no uso desse subterfúgio”. 

Pelos “sintomas” levados à publicidade oficial ou pelas mídias sociais, Pindamonhangaba está sendo alvo de uma intensa valorização dos pets, de modo geral, e em especial da Antonieta, pet quase designada oficialmente como adjunta de algum cargo comissionado da atual gestão do Executivo. 

Em poucos parágrafos, sintetizamos nossa opinião. 

. A cidade vive um caos no tocante à infraestrutura de acessibilidade e caminhabilidade, com calçadas mal acabadas, piso podo tátil incompleto ou desnivelado no centro e arredores, rampas em estabelecimentos comerciais fora das normas, rampas nas calçadas idem;

. Menores vendedores de guloseimas, nas ruas centrais;

. Mulheres, muitas ainda jovens, com bebês vestindo apenas fraldas, assentadas ao solo, esmolando um prato de comida para os filhos ou um trocado para comprarem medicamentos;

. Espaços públicos ocupados totalmente por mesas e cadeiras de bares e/ou restaurantes, sem nenhum respeito aos pedestres e PCDs. Aqui há a necessidade de citarmos um instrumento legal, do Código do Posturas: “Artigo 95 Todos os estabelecimentos comerciais com consumação de gêneros alimentícios e bebidas poderão ocupar, com mesas e cadeiras, parte do passeio público correspondente à testada do prédio, desde que fique destinada à livre circulação dos pedestres uma faixa do passeio com largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) destinada à livre circulação dos pedestres”; 

. Não comentaremos a temática Saúde, pois esta continua entubada.

Esses poucos itens foram elencados para questionarmos se o “Projeto Antonieta” não estaria modelado ao figurino da cortina de fumaça.

Há um bom tanto de demandas pouco solucionadas, da gestão anterior, cujos protagonistas ainda se arvoram de seu status de aparentes intocáveis, a comunicação institucional é rasa em seus informes a respeito.

Algo muito podre estaria no ar e o fedor pode alertar ao público pagador de impostos? Ou a síndrome canina invadiu as mentes e alguns gabinetes a ponto de os reais problemas da cidade estarem no patamar segundo ou terceiro da atual gestão, herdeira de muito (ou tudo) de conceitos da anterior? 

Afinal, para acontecer algum projeto, desde a sua idealização até a execução e necessária manutenção, há um custo. 

Apostamos esse custo não ser suportado por bolsos particulares, a não ser os dos contribuintes.

A desordem com violência nos arredores das chamadas “adegas” (bares com funcionamento noturno) é merecedora de uma blitz “tolerância zero”, composta por Fiscais de Posturas; Vereadores da Comissão de Segurança Pública; Conseg; Conselho Tutelar; Secretaria da Mulher, Família e Direitos Humanos; ECAD (Direitos Autorais); Secretaria de Segurança Pública; Secretaria de Saúde; Polícia Militar; Polícia Civil; Ministério Público; Vigilância Sanitária; Conselho Municipal de Cultura; Conselho Municipal de Turismo; Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural; Guarda Civil Metropolitana; Associação Comercial e Industrial de Pindamonhangaba, dentre outros. 

Seria um verdadeiro arrastão? 

Sim, sem data anunciada, em diversos momentos de cada mês. 

Chega do pensamento, ou conceito, antigo e irrelevante sobre “autuação e multa”. Os infratores não reconhecem esses instrumentos de advertência. 

Querem lacração? 

Que sejam lacrados, por 90 dias (exemplo) os “fora da lei”.

Mas, e o projeto Antonieta? 

Merece ser revisto, ou castrado, nas mentes dos seus idealizadores, para não parecer, meramente, promoção pessoal, como agora é perceptível.

A cidade precisa cuidar de seus pets, mas acima de tudo é urgente resgatar a cidadania de seus contribuintes, cidadãos comuns. A cortina de fumaça, realmente, estaria antonietando a cabeça do povo para desviar algum impacto maior e mais prejudicial aos bolsos ou à história da nossa cidadania? 

Para refletir, pois na atual conjuntura nenhum turista recomendaria Pindamonhangaba como bom destino turístico. 

Seria a hora de as famílias assumirem seu tempo de exigir mudanças para melhor, com um autêntico panelaço, sem gritaria, com faixas demonstrando insatisfação?

É a minha opinião, devidamente assinada.

Marcos Ivan de Carvalho, Jornalista independente MTb91.207/SP, especializado em turismo; publicitário MTb6631/SP; membro do Conselho Deliberativo dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico; Gestor de Turismo pelo IFRJ/MTur/MEC. Filho adotivo de Pindamonhangaba.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

OPINIÃO: PINDAMONHANGABA NA PESQUISA DA SETUR-SP


OPINIÃO: Governo do estado de São Paulo quer a opinião do público sobre Turismo Receptivo

Formulário pode ser preenchido até fevereiro.

Aqui está abordada minha visão sobre a gestão do turismo receptivo em Pindamonhangaba.

Costumeiramente o governo do estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Turismo e Viagens, elabora um formulário de pesquisa para perceber como está o nível de satisfação e conhecimento dos paulistas moradores nos 645 municípios no tocante ao Turismo Receptivo.

Exatamente isso: Turismo Receptivo, prática frontalmente oposta ao Turismo Emissivo. Destacamos isso por conta de muitas agências existirem nas cidades paulistas com larga experiência em “levar o pessoal” para fora de suas cidades. Poucas cidades têm agências especializadas em receber turistas. O guiamento de turistas, na maioria das localidades, é feito por Guias de Turismo, profissionais capacitados, habilitados e amparados por lei para esse tipo de serviço.

Os Guias de Turismo, então, formatam seus roteiros para guiar turistas em suas cidades sede, nem sempre amparados ou divulgados pela gestão municipal do turismo. Aliás, a divulgação do Turismo Receptivo, nos veículos oficiais, é praticamente inexistente em grande parte dos 645 municípios paulista.

Posto isso, informamos a respeito do preenchimento do formulário lançado pela SETUR-SP, destacando as perguntas formuladas, todas com possibilidade de serem avaliadas numa escala de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo plenamente).

Especificamente sobre Pindamonhangaba, ao destacar as perguntas, me permito fazer comentários alusivos por conta de ser jornalista especializado em turismo e membro do Conselho Deliberativo da AMITur – Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico. Os comentários em negrito estarão imediatamente após o quesito formulado.

Alguns quesitos do formulário lançado pela Secretaria Estadual de Turismo e Viagens:

O TURISMO:

Ø  é bom para a minha cidade.

Ø  é bom para a população da minha cidade

Ø  ajuda no desenvolvimento econômico da minha cidade.

Ø cria oportunidades de emprego e renda para os moradores da minha cidade. (As oportunidades são “definidas” pela gestão do turismo, tornando-se vinculadas ao Fundo Social de Solidariedade)

Ø  eleva o custo de vida na minha cidade. (Pode até acontecer isso, haja vista não haver nenhum programa de conscientização ou motivação dos prestadores de serviços e ofertantes de produtos a respeito desse assunto)

Ø  melhora a infraestrutura da minha cidade (transporte, saúde, serviços, lazer, etc.). (Não existem ações inteligentes, práticas e objetivas sobre isso. Muita maquiagem, cenografia e má destinação de verbas, com projetos muito superficiais, imediatistas).

Ø  O turismo contribui e incentiva a preservação do meio ambiente em minha cidade. (Quando há responsabilidade da gestão na promoção de campanhas de conscientização, coisa inexistente em Pindamonhangaba).

Ø  As autoridades locais implementam políticas para promover o turismo sustentável na minha cidade. (Totalmente apáticas e inoperantes nesse sentido).

Ø  O turismo sustentável é aquele que leva em consideração os fatores econômicos, ambientais e socioculturais. (Por conta de a geração de empregos ser “seletiva”, sob a conduta dos organizadores integrados à gestão, isso é pouco provável).

Ø  O turismo causa poluição (ar, água e/ou solo). (Eventos, creditados ao Departamento de Turismo de Pindamonhangaba, são muito mal planejados, ocasionando resultados ruins mesmo).

Ø  O turismo contribui para o aumento do acúmulo de lixo na minha cidade. (A zeladoria municipal peca muito na manutenção rotineira da cidade).

Ø  O turismo melhora a qualidade de vida da população da minha cidade. (Quando planejado, concordo. Falta visão com planejamento, objetivos, bons resultados).

Ø  O turismo facilita o acesso da população às atrações locais. (Não. Há grande dificuldade nos transportes públicos, locais muito distantes utilizados para os chamados “festivais”).

Ø  O turismo preserva e incentiva a cultura e as tradições da minha cidade. (Precisa de mais projetos com sólidos investimentos. Pindamonhangaba é considerada, tecnicamente, como cidade de grande cultura. Mas não há eficiência na gestão desse perfil).

Ø  Eu considero seguro fazer turismo em minha cidade. (Complicado concordar com essa frase. Estamos muito mal posicionados na escala das cidades as quais zelam pela segurança pública).

Ø  A presença de turistas melhora a oferta cultural em minha cidade (eventos, festivais etc.). (Muito relativo, se considerarmos a pouca oferta de espaços culturais e destinos de turismo cultural devidamente consolidados e divulgados em Pindamonhangaba).

Ø  O turismo promove a integração entre visitantes e a comunidade local. (Nem sempre, pois turismo acontece mais acentuadamente nos finais de semana e, nessas ocasiões, não há um programa de motivar comércio e serviços do trade permanecerem abertos e, ainda, por conta do elevado índice de saída de munícipes para viagens a outros destinos).

Ø  A população tem a oportunidade de participar ativamente das decisões sobre o turismo em minha cidade. (Não. Falta divulgação. População totalmente esquecida. Exemplo: Não há verdadeira consideração e respeito ao COMTUR – Conselho Municipal de Turismo, o qual tem a prerrogativa de ser consultivo, deliberativo e fiscalizador).

Ø  O turismo dificulta a disponibilidade de moradia em minha cidade.

Ø  O turismo gera superlotação em espaços públicos da minha cidade. (Eu diria, quando isso acontece, é por falta de planejamento de espaços)

Ø  O turismo gera problemas de trânsito na minha cidade. (O trânsito, na cidade de Pindamonhangaba, é caótico para os turistas e locais, não por causa do turismo).

Ø  Em uma escala de 0 a 10, o quanto você considera o turismo como uma atividade que beneficia sua cidade? (Eu notaria 4. Ingerência e falta de conhecimento específico são os causadores quando se trata de avaliar a gestão municipal).

 

Simples assim: uma cidade inteligente não pode avocar para si uma classificação como Município de Interesse Turístico do Estado de São Paulo se não tem competência para melhor se estabelecer no segmento de Turismo Receptivo.

LINK PARA PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO.

Assino:

Marcos Ivan de Carvalho,

Jornalista independente especializado em Turismo MTb91.207/SP

Conselheiro da AMITur

Gestor de Turismo

 

 

sábado, 21 de setembro de 2024

FILOSOFANDO A RESPEITO DE UM CABARÉ

Defensor da liberdade irrestrita, Sartre acreditava ser a liberdade o que movia o ser humano. Para ele, “o ser humano é, paradoxalmente, condenado à liberdade”. Somos seres feitos de escolhas. Por mais que eventos externos afetem as nossas escolhas, nós continuamos escolhendo.

Baseados nesse entendimento de Jean Paul Sartre, mesmo em não conhecendo uma linha de sua obra, muitos humanos rompem os limites de sua liberdade e tripudiam “no quintal do vizinho”.

No campo da política, em tempos de competição por cargos de gerenciamento municipal em Pindamonhangaba, ouvi de um político hoje em destaque a afirmação de ser “Deus quem escolhe os destinados ao poder”.

Assoberbou-se do poder de maneira impetuosa, definindo-se como senhor de todas as verdades e que sobre ele ninguém mais teria poder.

Pretenso praticante da pura liberdade deixou-se seduzir pela soberba, imaginando lhe ser vantajosa essa atitude de “tudo ser, nada querer em contrário, tudo poder e nada a ceder”.

É bíblica a verdade: “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda”. (Provérbios 16:18).

Confirmando a fala popular sobre “onde houver fumaça, há de haver fogo”, cada um do grupo de fraternos amigos do gerente, talvez não conhecendo os detalhes das atitudes e comportamentos dos outros, decidiu exercer um tanto bom da mesma aparente liberdade de ser, para desfrutar de algum prazer.

De adultos, dotados da mínima capacidade intelectual em perceberem o certo e o errado, despem-se, literalmente, de todos os conceitos morais e éticos para “enfiar a cara” numa viagem pelos meandros do “perigo gostoso de fazer o indevido”.

Brincam de voltar aos tempos de “meros colegiais” atraídos por olhos, fala e modos femininos capazes de os tornarem desestruturados da mínima capacidade de discernir entre fidelidade e periculosidade.

Principalmente quando o agente sedutor, aparentemente indefeso e possível vítima para a consumação das extravagantes ideias de poderem ter satisfação pessoal (leia-se sexual) com mínimo investimento, se torna “a pedra no sapato”, o espinho na garganta, fazendo “azedar o pé do frango”.

Comprovando a afirmação de um jovem e conceituado analista político da atualidade, sobre “não haver lealdade entre os desleais”, a aparente vítima de vorazes lobos bípedes se torna motivo de verdadeiro turbilhão nas paredes do lar de cada um dos envolvidos nesse agora público aparente escândalo com pessoas públicas.

O quietismo, originado da célebre frase proferida por Bernardo VIII, no exercício papal entre 1294 e 1303, acerca de “quem cala consente”, por meio da qual o religioso estabeleceria o conceito de quando as pessoas não discordarem abertamente de uma atitude, naturalmente concordarão com ela predispõe o entendimento sobre o caso em tela.

Assim, quando há silêncio quase pleno de personalidades envolvidas, com apenas alguns seguidores se sentindo os supostos verdadeiros protagonistas acusados, a situação passa a se configurar como “cômica” se não fosse indecente, imoral, absurda!

Para os envolvidos, por conta de estarem num tempo de corridas politiqueiras, útil lhes é exercitarem o silêncio, agora já com a panela em ebulição, tentando não perder pontos preciosos no conceito da opinião pública, apesar de esta já estar com o “picuá” cheio de palavras embusteiras.

O foco é tentar diluir o risco de se perceberem sem saída, dessa ratoeira por eles próprios armada, fazendo o povo acreditar ser tudo fantasia de uma ingênua jovem mulher. Perigosa e astuta, seria melhor essa definição da “loba ovelhinha”.

Todos os envolvidos, por sua própria intenção de não perderem vantagens auferidas, parecem descobrir a necessidade de reflexão. Mas não adianta, o leite já entornou, caso sejam autenticadas as falas e postagens da parte feminina desse cenário.

Assim, qual é a solução para o povo não vir a ser mais patrocinador dessa orgia instituída, complicada com o aparente desrespeito às pessoas envolvidas naquilo denominado, nas redes sociais, como “relacionamento estável”? As autênticas donas do status de fiéis companheiras, haja vista a fidelidade ter sido, neste caso, desvinculada do lado sério de demandar a existência de duas partes sob o mesmo teto, entre quatro paredes?

A solução é uma só: o povo exercer seu poder de escolha, consciente e livre, para mudar essa situação humilhante, vergonhosa, triste, pela qual vive nossa cidade.

Acreditar em quem mente ou engana à própria família é trair a esperança pessoal de podermos dar tempos melhores os herdeiros de todos nós.

Felizmente, em considerando a premissa de fogo haver onde fumaça houver e por quem se calar, consentindo estará, a população é muito mais e melhor esclarecida no tocante ao futuro de nossas gerações.

Por isso, escândalo ou não, melhor é decidir pela troca, não apenas substituição.

Tudo será melhor se o 6 de outubro for o exercício real da liberdade de escolha e não da submissão à desrespeitosa e prejudicial deslealdade atual.

 

Marcos Ivan de Carvalho, jornalista independente, MTb 91.207/SP.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

GASOLINA X GASOLINA (FORMULADA/REFINADA)

Sabe quando acontece de vereadores, manifestamente legítimos defensores do povo (antes da eleições, claro!!) se posicionarem atentos a tudo, a todos?

Pois então...

O mato cresce nas beiradas das ruas e estradas, principalmente as vicinais, rurais, competindo com a ocorrência de buracos, todos de boca para cima., prejudicando o já sofrido direito de ir e vir dos cidadãos e colocando em risco a vida de outro tanto, quando preciso se faz passar de um lado para outro das vias. 

Dia desses, um conhecido meu quase atropelou um casal de idosos, o qual "brotou" de repente, sem nenhum aviso, do meio do matagal ali na Rodovia Abel Fabrício Dias. "Era mato pra mais de metro", conforme gíria popular conhecida... Muito mato.

Aliás, pelas vias de Pinda, mato é mato!

Então, mato foi o tema quase que polarizador, durante a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores.

Todos, indistintamente, querem matar o mato. Osvaldo Negrão, inclusive, disse que o prefeito precisa mandar plantar grama de verdade e não o capim brachiaria... Mandar plantar? Alguém disposto a fazer doação de mudas e mão de obra?

Segundo consta, falta dinheiro nos cofres municipais. Falta até para comprar combustíveis...

Isso me traz à mente a pauta da próxima sessão ordinária: "I. Projeto de Lei n° 58/2018, do Vereador Professor Osvaldo Macedo Negrão, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade dos Estabelecimentos que comercializam Gasolina informarem seus clientes se a Gasolina Comercializada é Formulada ou Refinada”. Pindamonhangaba, 13 de novembro de 2018."


Só isso! E de que adiantará o consumidor saber sobre ser formulada ou refinada? Os preços praticados continuam exorbitantes! E é preciso, sobretudo, saber-se onde seriam vendidos esses dois produtos aparentemente diferentes e quais as qualidades/virtudes de um e de outro. Existe em Pinda algum estabelecimento que ofereça um ou outro, ou os dois, a preços diferenciados? É exigência da ANP e do Procon esse tipo de informação?
As origens dos produtos seriam diferentes e, por isso, haveria algum tipo de interesse em se comercializar um ou outro?
Ou estaria, o nobre edil, buscando pelos em ovos apenas para ter mais um projeto de lei registrado em seu currículo?
Enquanto isso, a Saúde continua capenga, a Segurança Pública idem, a Educação de mãos dadas...
Sem contarmos o voar de interessados políticos para outras paragens...
Dois anos correm velozmente, um ano ainda mais.
Pensar a cidade é não pensar reeleger-se. Ronaldo Pipas que o diga.
(Importante, também, é o povo já ir descartando aqueles que descartaram o voto popular para vereador e buscaram uma cadeira na ALESP ou em Brasília). Promessa de lutar, pelo menos, durante 4 anos poderia ser quebrada. Quem mais lamentou foram os suplentes...
Está na hora de todo vereador trabalhar, andar de ônibus, pegar filas nos bancos, nas lotéricas, ouvir o povo chiar. Ter coragem de ouvir o povo chiar. Não fugir do povo.
Se fizerem assim, protestos com vela e caixão serão enterrados, por falta de motivos em protestar. E nascerão as verdadeiras contribuições populares para respostas, também verdadeiras, por parte de todos os edis. Alguns, até, jurássicos...
Para avaliarem a importância das duas gasolinas, ouçam isso, que dura só 60 segundos:



Pronto, falei.
É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho
Jornalista, MTb36001