Outubro já ficou para trás, nos panos da história da nossa história.
Foi sinal verde para alguns, outros viram a coisa ficar preta e o rosa foi a tônica, em termos de campanha de saúde no Brasil inteiro. Discretamente pelas terras do capitão Bicudo Leme.
Novembro chegou trazendo Papai Noel parecendo um enorme pote de catchup embarcado numa aeronave de asas móveis. Festa para as crianças de todas as idades, nos mixes comerciais da região, inclusive Pinda.
Lá no alto, o helicóptero tinha como pano de fundo o azul celeste, tonalidade identificadora das campanhas Novembro Azul, além daquele baita bigodão utilizado para identificar a necessidade de os homens se cuidarem, zelando melhor pela saúde, principalmente no tangente ao exame preventivo da próstata, considerando-se o risco de câncer da mesma o qual evolue, silenciosamente, podendo levar à morte, caso não haja tratamento adequado e cuidados anuais.
Tempo de mais calor, pré Verão, ocasião de muitas águas descidas dos céus, também sugere questionamento mais forte a respeito do aedes. Aquele "mardito" mosquito da dengue, da chikungunya e transmissão do zika vírus.
Alguém, aí do outro lado da janela mundial de comunicação sabe detalhes a respeito de ações para o permanente combate ao danado mosquito ?
Um singela campanha Outubro Rosa, outra do mesmo porte Novembro Azul e "necas de pitibiribas" a respeito da dengue...
Aliás, depois que a casa caiu em outubro,dia 02, há um clima de velório mal disfarçado pelas bandas do prédio espelhado ao lado da Rodoviária...
Não há, principalmente, nenhum tipo de pronunciamento oficial a respeito das ações determinadas pelas práticas da boa gestão da Saúde Pública referindo os específicos riscos citados.
Mesmo porque, acredita-se, ter capotado na curva da história a proposta de se fazer, pelo menos nos últimos meses desta gestão, o mesmo trabalho preventivo berrado aos quatro ventos até pelos meados do ano fluente.
A verdade é que muita gente envolvida nos trabalhos ditos preventivos se envolveu na corrida às urnas e não se confirmou pela preferência popular. Porém, isso não serve de justificativa para não mais dar um pouco mais de seu esforço para o barco não afundar em meio à tanta areia chegada das infrutíferas braçadas de alcançar ou se renovar no poder público.
Vale lembrar: os riscos existem e não podem ser deixados, tão somente, para o próximo gestor dar prosseguimento ao combate.
Esse tipo de guerra não pode, jamais, ter partido e, sim, pessoas comprometidas com sua profissão, seu cargo e sua cidadania.
A não ser que muitos desse grupo "de freio puxado" já estejam com as malas prontas para buscarem sombra e água fresca em outras regiões. Cabe destacar, neste caso: sombra e água fresca são ambientes ideais para o aedes aegypti se reproduzir. Cuidado aí, moçada desinteressada quanto à saúde coletiva...
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36.001
Jornalista Independente
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
PROSA CABOCLA: PREMÊRA CAMUNHÃO (coisas di Nhô Tonho)
Patrãozinhu
chamô Sá Dona, lemcasa.
Tava
nóis dois catanu fejão pru armoçu de dumingo. Nossu caçula ia
tomá a premera camunhão, ditardinha, na missa que Frei Dondinho ia
fazê na capela da fazenda.
Sá
Dona ponhô ozóio pra riba d'eu e piscô, caquela carinha di quem
num sabe o qui vão falá prela.
Toquei
eu suzinho, catanu fejão. Inté qui num tinha muita tranquera. Tinha
é uns bagu di fava, inda nu meio da istôpa.
Repenti,
Sá Dona vorta numa correria, gritanu meu nome. “Tonhu du céu, cê
num querdita duma coisa, ómi!”, falô ela já na sulera da porta.
A
cara da muié, pesar de sê minha nega, tava vermêia di tanto corrê
di lá da casa da sédi inté in casa. “Tonhu, ganhemo uns par di
rôpa nova pra missa do Chico!”, berrava Sá Dona. Inté parecia
que tinha ganhadu suzinha na loteca. Só qui nóis nem tinha
jugado...
Parei
de ponhá os grão di fejão na penera, isfreguei as mão no panu di
pratu e botei reparo nos pacoti que Sá Dona mostrava.
Ói,
inté parecia que u patrão sabia das nossa precisão. Veiu vistidu
novu, istampadu, as coisas di ponhá pur baxo e inté carçadu. Sem
contá uns brinco e inté anér de ôro farso.
A
nega se banhava di felicidade! Adespois, inda disse que dona Laurinha
ia mexê nos cabelu dela, pra ela ficá inda mais formosa.
Sô
Armandu, maridu dela, mandô umas carça nova, camisa tumém, par di
bota preta brianu di nova. Ganhei cueca e inté uma guaiaca tinindo.
Só fartô botá uns trocadus nela. Inté dei um riso marotu quandu
pensei nisso.
A
genti nem ponhava pensamentu nessa coisa di o patrão ajudá, mái já
que mandô, era bão di a gente fazê uso. Finar di conta, era gostu
da famía dele tratá bem us pião da fazenda.
Chico
ia levá dona Laurinha e sô Armandu di padrinhu, na missa, i us dois
já tinha mandadu rôpa prele. O mininu parecia daqueles prínces di
histórinha. U neguinho já era bonitu i agora, cum rôpinha nus
trinque, vixi! Qui nem dizia o pai Zecão: parecia fio di arfaiati...
Frei
Dondinho rezô a missa, pregou umas palavra di respeito e amizade,
serviu a hóstia pras criança, us grande fôro despois. Tevi café
cum leite, bolo de fubá, bolo di chocalati, cocadinha e pipoca, pra
tudu mundo. Sá Dona ficô dizóio i eu num pude carcá um gole da
pinga du cumpadi Bertulino. Deu água na boca, mais a genti tem qui
respeitá a muié da nossa cumpania.
Cardosinhu,
violeru dus bão mermo, si assanhô tocando umas varsa e dispois uns
cateretê e catira na viola caipira.
Batia
umas oito hora da noite quandu u patrão si arretirô, puxando dona
Laurinha pela mão. Passaram na frente da capela, si benzêro e
siguiro pru bangalô.
Juntei
as coisa du Chico, o caticismu e a vela da camunhão, bracei Sá Dona
e toquemo reto pro nossu cantinhu. Garramu prosiá e quandu vimu,
batia quasi a hora grande, meia noite.
Eu
e a nega fumu pra vê o Chico, qui tava inda joeiadu, rezanu pra
drumi. Inda deu tempu de iscuitá o que o mininu dizia. Foi maismenos
assim:
“Sabe,
meu São Biniditu, u pai i a mãe tão feliz cumigo. Eu tumém, inté
pisquei mais grossu pra escorrê u choru, na missa. Pai é bão moço,
mãe trabaiadêra. Num dêxa eles fartá na vida desse vossu fio. Vai
sê bão tê us dois inté quandu eu ficá hómi grandi e pudê cuidá
dus dois. Vô iscuitá u que Frei Dondinho falô: mais vali pai i mãe
pur perto du que ficá chutanu lata nus caminhu da vida. Bênça, São
Biniditu. Amém”.
Oiei
pra nega, chorava co's zóio lavado de choro. Isfreguei us zóio meu,
disfarcei e falei pra ela que nóis tava no caminhu certu. Chico
aprendeu que é bão amá quem ama a gente e respeitá tudu mundu.
Drumimu
abraçadu, dispois de rezá e trocá umas passada di mão.
Trodia
já ia sê segunda fêra e o batente cumeçava cedu na ordenha das
vacas.
Adispois
conto mais.
Finar
das conta, sô o Nho Tonho, prosadô cheio de prosa...
Sempre é bom resgatarmos coisas do cotidiano das pessoas mais simples. Afinal, pela simplicidade são conquistados espaços de melhor manifestação e melhor viver.
Deixe o caboclo simples e lutador que existe em seu interior ser um pouco da sua boa energia.
Não custa nada e pode valer muito, no momento em que sabedoria e coerência precisam ser contados como valores de superar dificuldades, medos, incertezas e pouco caso.
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb36.001
Jornalista Independente, não filiado à AJOPI.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
NÃO VI O VÍDEO DO VITO (ou: Gratidão ainda é tudo de bom!)
Os praticantes de vertentes esotéricas, principalmente, e todas as pessoas centradas na certeza de não estarem sozinhas por este plano, têm para si e para com os parceiros de viagem terrena valores incontestes como cortesia, confiança, amabilidade, sinceridade, respeito, honra, saúde, paz...
Gratidão, então, é ferramenta de se exercitar a proximidade e equiparação de valores.
Nas eleições recém findas pudemos observar, muito acentuada, a prática de discursos comprometidos com a melhor qualidade de vida, em todas as suas segmentações.
Os candidatos pediam, pediam mais, mais pediam e prometiam saber promover a contrapartida do atendimento destes pedidos quando de sua assunção ao poder.
Em Pindamonhangaba, nosso universo material e limitador de nossa capacidade de avaliação, isso também aconteceu.
Posterior a 2 de outubro, quando as urnas sufragaram nomes novos para o Legislativo e, principalmente para o Executivo, pudemos ver o perfil político da cidade.
Houve uma "limpa" no elenco de "jurássicos", fazendo com que Pinda deixasse de ser uma espécie de "Vale dos Dinossauros" ou um quase mausoléu da política. Sobreviveram ao "rapa" dos eleitores aqueles que ainda demonstram vontade de fazer melhor, tornando-se melhores.
Muitos eleitos e outros que "rasparam a trave", às suas expensas, fizeram e estão fazendo circular pelas ruas de seu ambiente eleitoral, veículos com caixas de som demonstrando a gratidão pelos votos recebidos.
Isso é o mínimo que um cidadão, o qual se dispôs representar o povo, deve fazer para promover a satisfação de quem lhe confiou um voto. Votos de Gratidão!
As redes sociais trouxeram para o universo tecnológico as imagens e falas de Isael Domingues, Luis Rosas e Julielton Modesto, os quais se envolveram na disputa para trabalharem pelo povo no prédio espelhado.
Gratidão é tudo e estes souberam se manifestar, sem muita produção artística mas com enorme dose de sinceridade.
Mas, e o atual prefeito? "Quedê a prosa dele", diria dona Benedita, minha mãe querida.
É mesmo, Cadê? Onde está?
Com uma suposta seleta equipe de assessores de campanha, Vito Ardito não compareceu às redes sociais para se expor grato pela escolha manifestada de seus 30.455 eleitores. Está certo que não deu para chegar ao topo, mas até mesmo o último dos atletas, numa competição, se faz honrado ao agradecer aplausos de incentivo.
O vídeo do prefeito, até o encerramento deste artigo, não havia circulado pela rede mundial de computadores.
Há quem diga estar, o alcaide, em estado depressivo. É preciso cuidado, pois depressão mata depressinha...
Vamos aguardar, para vermos e ouvirmos o que ele tem a agradecer...
Aproveitando o gancho e nos reportando a algumas ilações nossas anteriormente, vejamos como foi o resultado, dentro daquele quadro "previsto":
Se Vito Ardito montou um "batalhão de choque" para desviar votos do seu mais frontal adversário (ao nosso ver o verdadeiro único na oposição) conseguiu efeito reverso.
Vejamos:
Wilton Carteiro correu por fora e não representou, com todo o respeito merecido, ameaça inicial a nenhum outro candidato.
Luis Rosas teve pouco mais do que 10% dos votos de Isael.
Myrinha ficou no terceiro lugar com 4.619 votos, pouco mais do que 15% do total do atual prefeito.
Então teríamos, numa hipótese: Vito+Myriam = 35.074.
Caso Myriam tenha sido componente da estratégia para desviar votos de Isael, o tiro foi no pé do cérebro que pensou nessa possibilidade.
Se Rosas, também hipoteticamente, compusesse a mesma ideia de combater ao lado de Vito?
O moço teve 3.664 preferências, quase 13% do total atribuído ao prefeito.
Daí, Vito+Myriam+Rosas = 38.738 votos para quem está hoje no poder.
Sabem o que aconteceu?
Deixaram a metralhadora na mão de quem não entende de usar armas corretas na hora do combate justo, respeitoso e não dissimulado. Estouraram com os próprios pés.
Notem estarmos tecendo suposições, não afirmando e, muito menos, acusando.
É um passeio mais crítico e diferenciado sobre os números e possibilidades.
Esqueçamos os nulos, brancos e abstenções. Esses, naturalmente, não contariam em nenhuma outra consideração ou hipótese.
Os votos aparentemente mais descompromissados desse elenco de guerreiros seriam, então, do Wilton Carteiro. Apesar de o mesmo constar, em nossa ideia de "cartel político", como terceira opção "não Vito".
Trocando em miúdos:
A ideia de "puxar" eleitores de Isael para um dos outros quatro, foi "pro brejo".
E é simples entender: se o povo estava descontente com a atual administração, na cabeça dos marqueteiros do prefeito poderia dar certo carrear essa insatisfação para outros nomes parceiros. Daí teriam surgido esses adversários para não deixar a insatisfação transmutar-se para esperança em Isael.
Acontece, porém, que se a constatada insatisfação era para com quem está no poder e não para quem estava na reserva do poder, por direito constitucional de estar na reserva, não há como considerar os tropeços da gestão atual serem culpa de quem não detinha o cargo de gestor.
Percebe-se que - nessa nossa ótica - a Esperança superou a Insatisfação.
Os votos para Myriam, Luis Rosas e Wilton contém grandes doses de opinião dissidente, algum tanto de primeira experiência e um "tequinho" de "vou votar em qualquer um".
Já para os lados de Isael Domingues percebo ter havido certa migração dos eleitores cansados de serem envolvidos por uma falsa "felicidade" e decepcionados com muitas coisas prometidas e ainda devidas.
Além disso, é consistente vermos grande parte do eleitorado jovem que acompanhou Domingues nos comícios, levando apoio a todo seu time de candidatos a vereador. Gente nova, muita gente jovem e parceiros experientes e conscientes de sua decisão em mudar.
Enquanto muitos apoiadores de Vito se expunham exageradamente nas redes sociais, apregoando as belas, grandiosas, importantes realizações do prefeito e, na réplica, eram criticados e "vaiados", outros adversários corriam trecho, anunciavam suas propostas e pediam votos.
Aliás, outro tiraço no pé foi a ideia de caminhar, em vez de "comiciar". Um verdadeiro arrastão de candidatos, assessores, cabos e soldados políticos invadindo ruas. Sem contarmos a "zueira" dos carros de som. Tudo isso incomoda, perturba, atrapalha a vida do cidadão comum.
Toda a coligação se despejava no mesmo local, na mesma hora.
Fotos para o "face" eram disparadas de todos os lados. Mas só se viam assessores, inclusive comissionados. Não "vingou" a ideia.
Parte da derrota de Vito Ardito se deve à falta de "jogo de cintura" de quem fazia postagens nas redes sociais. Muitos desses partidários passaram a ser motivo de deboche puro, por parte até de outros da mesma bandeira.
Mereciam do líder um "Cala a boca, Galvão!".
Bem, janeiro está logo ali, já mostrando a carinha. Ainda dá tempo de serem postadas mensagens de agradecimento.
Afinal, quem pede e recebe, por ética e educação precisa ser grato. Gratidão. Fica a dica.
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36001
Jornalista Independente, não filiado à AJOPI.
Gratidão, então, é ferramenta de se exercitar a proximidade e equiparação de valores.
Nas eleições recém findas pudemos observar, muito acentuada, a prática de discursos comprometidos com a melhor qualidade de vida, em todas as suas segmentações.
Os candidatos pediam, pediam mais, mais pediam e prometiam saber promover a contrapartida do atendimento destes pedidos quando de sua assunção ao poder.
Em Pindamonhangaba, nosso universo material e limitador de nossa capacidade de avaliação, isso também aconteceu.
Posterior a 2 de outubro, quando as urnas sufragaram nomes novos para o Legislativo e, principalmente para o Executivo, pudemos ver o perfil político da cidade.
Houve uma "limpa" no elenco de "jurássicos", fazendo com que Pinda deixasse de ser uma espécie de "Vale dos Dinossauros" ou um quase mausoléu da política. Sobreviveram ao "rapa" dos eleitores aqueles que ainda demonstram vontade de fazer melhor, tornando-se melhores.
Muitos eleitos e outros que "rasparam a trave", às suas expensas, fizeram e estão fazendo circular pelas ruas de seu ambiente eleitoral, veículos com caixas de som demonstrando a gratidão pelos votos recebidos.
Isso é o mínimo que um cidadão, o qual se dispôs representar o povo, deve fazer para promover a satisfação de quem lhe confiou um voto. Votos de Gratidão!
As redes sociais trouxeram para o universo tecnológico as imagens e falas de Isael Domingues, Luis Rosas e Julielton Modesto, os quais se envolveram na disputa para trabalharem pelo povo no prédio espelhado.
Gratidão é tudo e estes souberam se manifestar, sem muita produção artística mas com enorme dose de sinceridade.
Mas, e o atual prefeito? "Quedê a prosa dele", diria dona Benedita, minha mãe querida.
É mesmo, Cadê? Onde está?
Com uma suposta seleta equipe de assessores de campanha, Vito Ardito não compareceu às redes sociais para se expor grato pela escolha manifestada de seus 30.455 eleitores. Está certo que não deu para chegar ao topo, mas até mesmo o último dos atletas, numa competição, se faz honrado ao agradecer aplausos de incentivo.
O vídeo do prefeito, até o encerramento deste artigo, não havia circulado pela rede mundial de computadores.
Há quem diga estar, o alcaide, em estado depressivo. É preciso cuidado, pois depressão mata depressinha...
Vamos aguardar, para vermos e ouvirmos o que ele tem a agradecer...
Aproveitando o gancho e nos reportando a algumas ilações nossas anteriormente, vejamos como foi o resultado, dentro daquele quadro "previsto":
Se Vito Ardito montou um "batalhão de choque" para desviar votos do seu mais frontal adversário (ao nosso ver o verdadeiro único na oposição) conseguiu efeito reverso.
Vejamos:
Wilton Carteiro correu por fora e não representou, com todo o respeito merecido, ameaça inicial a nenhum outro candidato.
Luis Rosas teve pouco mais do que 10% dos votos de Isael.
Myrinha ficou no terceiro lugar com 4.619 votos, pouco mais do que 15% do total do atual prefeito.
Então teríamos, numa hipótese: Vito+Myriam = 35.074.
Caso Myriam tenha sido componente da estratégia para desviar votos de Isael, o tiro foi no pé do cérebro que pensou nessa possibilidade.
Se Rosas, também hipoteticamente, compusesse a mesma ideia de combater ao lado de Vito?
O moço teve 3.664 preferências, quase 13% do total atribuído ao prefeito.
Daí, Vito+Myriam+Rosas = 38.738 votos para quem está hoje no poder.
Sabem o que aconteceu?
Deixaram a metralhadora na mão de quem não entende de usar armas corretas na hora do combate justo, respeitoso e não dissimulado. Estouraram com os próprios pés.
Notem estarmos tecendo suposições, não afirmando e, muito menos, acusando.
É um passeio mais crítico e diferenciado sobre os números e possibilidades.
Esqueçamos os nulos, brancos e abstenções. Esses, naturalmente, não contariam em nenhuma outra consideração ou hipótese.
Os votos aparentemente mais descompromissados desse elenco de guerreiros seriam, então, do Wilton Carteiro. Apesar de o mesmo constar, em nossa ideia de "cartel político", como terceira opção "não Vito".
Trocando em miúdos:
A ideia de "puxar" eleitores de Isael para um dos outros quatro, foi "pro brejo".
E é simples entender: se o povo estava descontente com a atual administração, na cabeça dos marqueteiros do prefeito poderia dar certo carrear essa insatisfação para outros nomes parceiros. Daí teriam surgido esses adversários para não deixar a insatisfação transmutar-se para esperança em Isael.
Acontece, porém, que se a constatada insatisfação era para com quem está no poder e não para quem estava na reserva do poder, por direito constitucional de estar na reserva, não há como considerar os tropeços da gestão atual serem culpa de quem não detinha o cargo de gestor.
Percebe-se que - nessa nossa ótica - a Esperança superou a Insatisfação.
Os votos para Myriam, Luis Rosas e Wilton contém grandes doses de opinião dissidente, algum tanto de primeira experiência e um "tequinho" de "vou votar em qualquer um".
Já para os lados de Isael Domingues percebo ter havido certa migração dos eleitores cansados de serem envolvidos por uma falsa "felicidade" e decepcionados com muitas coisas prometidas e ainda devidas.
Além disso, é consistente vermos grande parte do eleitorado jovem que acompanhou Domingues nos comícios, levando apoio a todo seu time de candidatos a vereador. Gente nova, muita gente jovem e parceiros experientes e conscientes de sua decisão em mudar.
Enquanto muitos apoiadores de Vito se expunham exageradamente nas redes sociais, apregoando as belas, grandiosas, importantes realizações do prefeito e, na réplica, eram criticados e "vaiados", outros adversários corriam trecho, anunciavam suas propostas e pediam votos.
Aliás, outro tiraço no pé foi a ideia de caminhar, em vez de "comiciar". Um verdadeiro arrastão de candidatos, assessores, cabos e soldados políticos invadindo ruas. Sem contarmos a "zueira" dos carros de som. Tudo isso incomoda, perturba, atrapalha a vida do cidadão comum.
Toda a coligação se despejava no mesmo local, na mesma hora.
Fotos para o "face" eram disparadas de todos os lados. Mas só se viam assessores, inclusive comissionados. Não "vingou" a ideia.
Parte da derrota de Vito Ardito se deve à falta de "jogo de cintura" de quem fazia postagens nas redes sociais. Muitos desses partidários passaram a ser motivo de deboche puro, por parte até de outros da mesma bandeira.
Mereciam do líder um "Cala a boca, Galvão!".
Bem, janeiro está logo ali, já mostrando a carinha. Ainda dá tempo de serem postadas mensagens de agradecimento.
Afinal, quem pede e recebe, por ética e educação precisa ser grato. Gratidão. Fica a dica.
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36001
Jornalista Independente, não filiado à AJOPI.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
O CHINÊS DEIXOU CAIR PRATOS (ou: O 22 VALE MAIS QUE O 45)
É preciso entender certas diferenças.
Meu pai ensinou-nos o respeito, para respeito
praticarmos e sermos merecedores do mesmo.
Humildade, sem humilhação, é patrimônio próprio de
tantos quantos a exerçam para, com dignidade, somarem seus ideais e
desenharem seus caminhos com olhos de muita esperança.
Deus, não só como símbolo de alguma religião, mas,
acima de tudo, por ser o único Norte de não perdermos o rumo,
precisa ser e estar em nossa existência, “full time”.
Competitividade, com lealdade e foco nos objetivos, é
próprio de quem se nivela com os demais cidadãos. Apesar de se estar
assumido no poder, essa igualdade só pode resultar em conquistas coletivas,
consistentes e consolidáveis, beneficiando a todos, indistintamente
quanto à raça, cor de pele, credo e preferência política.
Há algum tempo, observava-se, em Pindamonhangaba, um
discurso monocórdio, repetitivo e irreal. Havia a constante
afirmação de o prefeito se dizer feliz e estar fazendo o povo
feliz.
Por onde passava, a ladainha se despejava automática e,
até certo ponto, evasiva, na hora de qualquer pronunciamento ou
justificativa a algum questionamento.
Estar “Feliz” não é correspondente a um estado de
tristeza, decepção, carência totalmente manifestado pela
população. O povo, em sua maioria, não entendia ser, a felicidade,
prerrogativa do gestor municipal.
Percebendo a fuga em dar respostas de solução, dentre
outros problemas, o povo de Pinda não estava feliz. Felicidade? Onde
tem e quanto custa?
A aparente possibilidade de encontrar portas abertas
para uma conversa sobre problemas do cotidiano com quem mais entende
de cotidiano, que é o cidadão de todos os instantes, não acontecia
pelos lados do Paço Municipal.
Uma incrível rede de filtros fazia o cidadão
desanimar, se ofender ou obter ajuda de modo completamente adverso do
esperado. Muitas vezes um sorriso bem colocado mascarou o pouco caso
em atender. Pelo simples fato de os responsáveis pelo atendimento
não entenderem sobre fraternidade, comprometimento e isonomia.
Então, em seu gabinete, o prefeito poderia acreditar e
apregoar que administrar um município seria como o trabalho do
artista chinês equilibrista de pratos, em um circo. “Qual prato é
mais importante? Todos”, costumava dizer.
Mas o chinês de dentro de seu universo vacilou. Perdeu
a noção do tempo e deixou cair. Não um, mas vários pratos. Os
pratos da compreensão, da humildade, da resposta sensata e sem
fantasia, da acolhida. Assim como o prato da sinceridade e o da
igualdade.
O povo, exaurido de ser colocado num paraíso fictício,
ergueu sua voz por sobre um conjunto de números, confirmando sua
vontade de mudar. Bateu no peito e disse firme e forte sua esperança
de mudança.
Se experiência faz a diferença, o povo experimentou
mais de 3 anos de poucos resultados. Isso, definitivamente, fez a
diferença. Na escala de valores, o 22 passou a valer mais do que 45.
Nestas eleições municipais, em Pindamonhangaba, o
placar final foi como adentrarmos as águas de uma bela e
aconchegante cachoeira, com a devida permissão das entidades
sagradas da Natureza, para um inebriante banho de lavar a alma.
Lavei a alma, retemperei minha mente, recuperei a calma.
Cada gota de felicidade que escorria de meus olhos (claro que chorei
de alegria) parecia despejar todos os calos de maldade incrustados
pelos incompetentes em meus sentimentos. Durante três anos provei o
amargo sabor de reclamar meus direitos diante de pessoas insensíveis,
arrogantes e sem talento para atender quando questionadas.
No domingo à noite, festejando a vitória de uma
verdadeira família, abracei e cumprimentei cidadãos anônimos, por
ser eu um anônimo tão feliz quanto tantos incorporados da mesma
possibilidade de ser melhor considerado, mais respeitado e jamais
ultrajado por ter escolhido o caminho de nos levar para dias de
grandes conquistas.
Peguei na mão de minha esposa e voltamos para casa
sabedores de termos votado com muita confiança em quem nos revelou
ser confiável.
Para o final do ano restam menos de 3 meses.
É imprescindível aos atuais detentores do poder
compreenderem a vontade da maioria e deixarem, para os novos
responsáveis pela cidade, uma herança que represente, pelo menos,
um mínimo de respeito à escolha popular.
Desta forma, estarão promovendo algum teor de remissão
de seus atos unilaterais os quais devem ter provocado muita tristeza
em inúmeros lares e famílias da cidade.
Para finalizar: Estar ou ser Feliz não é exclusividade
de alguns. Se souberem o valor de compartilhar, correta estará a
frase: “Todos somos felizes”.
A “Lei do Retorno” é como o bumerangue: quem não
sabe conviver com ela, pode se machucar.
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36.001
Jornalista independente, não filiado à AJOPI.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
ERÊS (ou: Criança não costuma mentir)
Criança
não costuma mentir, diz a sabedoria popular.
Adultos
mentem, para as crianças que não sabem mentir.
A
curiosidade de gente grande não entende as razões de ser permitido,
às crianças, xeretar por todos os cantos.
Crianças
correm, pulam, dançam, cantam.
Fazem
arte, conforme definem as pessoas de mais idade.
Interessante
como as crianças, muitas vezes, surpreendem os adultos...
Querem
um exemplo?
Numa
escolinha maternal, as crianças brincavam de bola, correndo,
chutando, caindo, chorando, rindo.
Silvinho,
um dos pequenos, levanta a mão e grita, avisando de um pedaço de
vidro no chão.
A
professorinha, deixando as crianças brincarem, lia seu livro de
romance.
Ao
aviso do infante, a tia se aproxima e recolhe o objeto cortante.
Silvinho
bate palmas, pega a bola e grita, para os amiguinhos, que o perigo de
furar a bola havia acabado...
Outro:
Matheuzinho, meu herói, pega a mochila, depois de chegar em casa, puxa o zíper e diz para a mamãe que tem atividade para fazer em casa.
A mamãe pega a agenda e o caderno. Na agenda, a Tia da Escola diz que é para a mamãe responder uma série de perguntas para o menino. Uma entrevista.
A certa altura da conversa, a mamãe diz:
-Matheus, a titia quer saber qual é o prato preferido da mamãe. O que eu escrevo?
- Prato de 'vrido" mãe!
Crianças
podem tudo, pela sua aparente inocência, mas
entendem, ainda, do silêncio ou do vociferar adulto.
Crianças
são mensageiras da Paz e da Alegria, dia e noite, noite e dia.
Hoje
se comemora o dia de Cosme e Damião que, junto com Doum, representam
as crianças na tradição da Umbanda Sagrada, uma das expressões
afro-brasileiras.
Ofereça
um doce, a uma criança, no dia de hoje.
Não
se preocupe com a idade dessa criança, mas exerça o lado criança
de festejar crianças.
Abrace
a sua própria criança, peça aos Erês (crianças), para que
corram, pulem, xeretem e levem seu recado de Esperança ao Deus de
sua crença.
Afinal,
um dia você já foi criança e essa essência não pode ser
desprezada em cada um de nós.
É a minha Opinião.
Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36001
Jornalista Independente.
Toni
Garrido tem razão: “pra entender o Erê tem que estar moleque”...
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
PROSA CABOCLA (ou: Descontrair é bom e não custa caro)
Tava
eu cheganu pra mais duns seis quiloms de andança a pé.
Repente,
assim sem mais nem meno, trupiquei num toco de canjerana, inroscado
na bera da estrada...
Foi
um trancu bão, daqueles de amargá a boca di tantu duê.
Ranquei
a butina, qui já tinha inté u ilástico isgarçado, ponhei fora a
meia furada e arreparei u dedão isquerdo de unha rachada, sortano
sangue...
Fiquei
bronqueadu com us pé meu, finquei os zóio nus dois e preguntei di
purquê qui eles num óia pra donde vão...
Us
dois nem fizéro iscuitadu. Ficaro quétinho, nu jeitinho que tava.
Tamém,
pudera né? Us pé da genti é pra levá nóis pra tudu quantu é
cantu. Pisa no chão quente, si moía tudu na chuva, iscorrega na
merda du gadu...
I
eu aqui, quereno que eles ainda óia pra donde vão. U negócio deles
é levá a genti. Oiá é tarefa dus zóios...
Di
qui nissu tive lembrança, preguntei pras duas bolas de inxergá si
elas num viru o danado du tocu.
Tamém
siguiru quétinhu, nem piscaro. Pudera, zóio num é pra falá... Só
sérvi pra avisá us miolo, os quar tem o serviçu di ponhá reparo e
tomá jeito de sabê o qui fazê.
Infiei
as cachola pra trabaiá e mi veio di troco u recado:
- Zé,
avisá eu avisei. 'Cê num tomô sentidu e socô o pé no toco.
Danô-se!
Larguei
di discutí co'corpo e ponhei a inxada du lado, peguei a matula,
dismarrei, mordi o teco di pão que sobrô de trazdontonte, enguli o
resto de rôiz cum fejão fríu. Peguei a Pitú, distarraxei a rôia,
carquei dois golis bão guela abaxo.
Desceu
qui desceu queimanu... Era a nistesia. Ergui bem o toco de unha
rachada, dispejei um poco bão da pinga.
Foi
só agua qui desceu dozóio! Ardeu inté no fundu duzumbigu, qui nem
dizia vó Bastiana.
Rasguei
um pedaço da camisa rasgada, inrolei no dedão, ponhei a meia véia
drentu da butina suja de merda de vaca, pindurei no cabo da inxada e
toquei pra casa.
Doía
muito não, mas parecia qui eu era um preto véio incorporado. Ia
capenganu, puxano a fumaça do pito pra ispantá us musquito.
Sá
Dona, minha nega, cuidô do dedão do seu nego. Adispois da janta,
cum arroíz requentado, fejão e torresmo, lavamu as coisa e fumu
drumi. Notro dia eu ia trabaiá mancano, mais ia mermo.
Finar
di conta, foi só u dedão.
U
pé num saiu du lugar. Ozóio tava mais aberto e us miolo avisadu pra
mi avisá.
U
sol rachava na cara, eu rachava lenha i um pardarzinho passo voanu,
cagô na minha testa.
Pensei
inté in recramá dozóio, mas a cachola gritô lá di drento:
- Zé,
nóis já si falamu onti,lembra? Fechei o bico, limpei a caca e
toquei no batente.
Tem
dia que inté di noite a genti se dana. Mais é ansim mermo.
Repentemente tudo mióra.
Só
num ficá carcano minhoca na cachola.
Notro
tempo proseio mais cocês,
Bá
noite.
Nego Tonho, o prosadô cheio de prosa.
(Marcos Ivan de Carvalho, MTb 36.001
Jornalista Independente
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
SOBRE CABOS ELEITORAIS E CARGOS COMISSIONADOS
O
atual gestor de Pindamonhangaba afirmou textualmente – em debate de
televisão – a importância dos 300 empregados comissionados por
serem, todos, competentes.
Aí
já se estabelece um parâmetro discriminatório, haja vista, apesar
de subjetivamente, o prefeito ter destacado a “falta de
competência” dos funcionários concursados, efetivos, com
estabilidade de emprego, mas não merecedores de sua confiança.
A
suposta competência dos comissionados como teria sido avaliada? Sem
nenhum teste, a não ser a mera simpatia ou o ardoroso partidarismo
de cada um deles por ocasião das eleições passadas?
Se
experiência faz a diferença, quem está no serviço público há
mais tempo entende mais de administrar o erário municipal.
Por
outro lado, como estabelecer nomenclatura de cargos comissionados se
não há, e isso é até objeto de representação pelo Ministério
Público, a correta descrição de cargos e funções dos efetivos?
Tanto
assim é que os 300 são contexto de sentença judicial definindo
pela extinção dos referidos cargos sem concurso.
Por
outro lado, o alcaide afirma ter enorme preocupação com a atual
situação de desemprego na cidade. Será que os mesmos comissionados
não estão ocupando, como cabos eleitorais, a possibilidade de ganho
de pais e mães de família atualmente passando necessidades?
É
preciso entender ser, o serviço temporário de cabo eleitoral, uma
pequena chance de muitas famílias terem um litro de leite, um
quilinho de linguiça ou acém sobre a mesa, enriquecendo a
alimentação do cotidiano, enquanto alimentam o sonho de tempos
melhores.
Aproveitando
a postagem de um comissionado apoiador do prefeito, no Facebook,
vamos considerar, como salário médio dos comissionados, a irrisória
quantia de R$ 5 mil.
Não
vale pegar a calculadora, mas, vamos lá: 300 x 5 mil = R$
1.500.000,00 por mês!
Daria,
esse valor, para adquirir, pelo menos, 5 ambulâncias novas e
responder pelo salário de profissionais habilitados em atendimento
de emergência.
Enquanto,
isso, muitos servidores concursados não atingem R$ 2.500 mensais,
cumprem jornada de trabalho, marcam ponto e ainda precisam justificar
atrasos, mínimos que sejam.
Outros
equipamentos e recursos poderiam ser alcançados com a redução de
despesas com “profissionais competentes”.
Será
que um cabo eleitoral custaria tão caro ou, na verdade, a economia é
por conta da competente fidelidade puxa-saquista garantidora da boca
rica?
Boca
rica sustentada no poder sem nenhuma consulta à opinião pública.
Basta
ser competente para estar dentro da moralidade?
Fica, para reflexão, essa minha Opinião.
Marcos
Ivan de Carvalho.
Jornalista
Independente -Mtb 36.001
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