Emblematicamente a figura do palhaço é aquela capaz
de fazer sorrir mesmo sem nenhuma palavra dita por ele.
Bastam seus gestos, vestimentas e olhares.
A bolota vermelha com apelido de nariz dá uma
conotação de tudo parecer “redondinho” para os olhos do saltimbanco.
Em todas as épocas da existência humana o palhaço é
símbolo de fazer o povo sorrir para o controle social das camadas aparentemente
submissas a algum tipo de poder.
Lastreando-se nesse aparente poder, muitas
autoridades de agora se posicionam soberbas, irredutíveis em suas decisões e se
garantem, com benesses e favores, do apoio de lacaios incondicionais.
Assim, atribuem aos bolsos do povo, aparentemente
iludido pela pecha de palhaço, pesados encargos de taxas e tributos. Imaginando
o povo vir a engolir mais essa fatia de desrespeito.
Por algum tempo os cidadãos até mastigavam muito
antes de engolir essa pretensa demonstração de poder total.
Mas já é a hora de cuspir fora tanta prepotência,
arrogância, falta de planejamento técnico e total populismo.
Tanto do Executivo e, principalmente, do Legislativo.
Abaixo a Taxa do Lixo e o desproporcional cálculo
do valor venal dos imóveis de Pindamonhangaba, além outros absurdos já
conhecidos e catalogados pelas redes sociais.
Tudo isso rasga os bolsos do povo, escancara a
falta de gestão correta dos cofres públicos, onera o orçamento e só favorece
uma minoria daqueles mais chegados.
O palhaço jogou fora sua fantasia, principalmente o
nariz de bolinha.
Está ganhando as ruas, mesmo com algumas aparentes
dificuldades impostas pelos reguladores de fluxo.
Não falta muito para o poder atual entender que
suas forças estão se esvaindo e o povo provará que o palhaço pode dar espaço
para o sorriso aberto, sem maquiagem e plenamente autêntico. Feliz, honrado e
respeitado.
Sem precisar de bagunça ou violência.
Nem será preciso chamar o Flautista de Hamelin para
levar os ratos para fora da cidade...
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Marcos Ivan de Carvalho
Jornalista independente, MTb91.207/SP
