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sábado, 24 de janeiro de 2026

O DESPERTAR DO PALHAÇO

(Imagem meramente ilustrativa gerada por IACHATGPT)

Emblematicamente a figura do palhaço é aquela capaz de fazer sorrir mesmo sem nenhuma palavra dita por ele.

Bastam seus gestos, vestimentas e olhares.

A bolota vermelha com apelido de nariz dá uma conotação de tudo parecer “redondinho” para os olhos do saltimbanco.

Em todas as épocas da existência humana o palhaço é símbolo de fazer o povo sorrir para o controle social das camadas aparentemente submissas a algum tipo de poder.

Lastreando-se nesse aparente poder, muitas autoridades de agora se posicionam soberbas, irredutíveis em suas decisões e se garantem, com benesses e favores, do apoio de lacaios incondicionais.

Assim, atribuem aos bolsos do povo, aparentemente iludido pela pecha de palhaço, pesados encargos de taxas e tributos. Imaginando o povo vir a engolir mais essa fatia de desrespeito.

Por algum tempo os cidadãos até mastigavam muito antes de engolir essa pretensa demonstração de poder total.

Mas já é a hora de cuspir fora tanta prepotência, arrogância, falta de planejamento técnico e total populismo.

Tanto do Executivo e, principalmente, do Legislativo.

Abaixo a Taxa do Lixo e o desproporcional cálculo do valor venal dos imóveis de Pindamonhangaba, além outros absurdos já conhecidos e catalogados pelas redes sociais.

Tudo isso rasga os bolsos do povo, escancara a falta de gestão correta dos cofres públicos, onera o orçamento e só favorece uma minoria daqueles mais chegados.

O palhaço jogou fora sua fantasia, principalmente o nariz de bolinha.

Está ganhando as ruas, mesmo com algumas aparentes dificuldades impostas pelos reguladores de fluxo.

Não falta muito para o poder atual entender que suas forças estão se esvaindo e o povo provará que o palhaço pode dar espaço para o sorriso aberto, sem maquiagem e plenamente autêntico. Feliz, honrado e respeitado.

Sem precisar de bagunça ou violência.

Nem será preciso chamar o Flautista de Hamelin para levar os ratos para fora da cidade...

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Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista independente, MTb91.207/SP